O CEO da agência de turismo e viagens “A.Turismo”, Paulo Alexandre, advertiu, em Luanda, que os produtos turísticos em Angola precisam ser promovidos para os turistas nacionais e internacionais.
“Infelizmente, temos muitos produtos turísticos que não estão a ser valorizados e estão a ser até esquecidos”, disse o responsável da agência A.Turismo, que falava no painel “Estratégia para Melhoria do Ambiente de Negócios no Turismo”, abordado no 1.° Conselho Consultivo Ministério do Turismo.
Paulo Alexandre diz que têm encontrado diversos produtos turísticos nas várias viagens turísticas que fazem ao país. “Hoje vou falar um bocadinho mais do turismo interno, porque se nós queremos atrair os turistas internacionais, que são exigentes, quando vêm para aqui têm de encontrar as coisas alinhadas e lindas”, referiu.
Alexandre exemplificou o Horto Botânico do Kilombo, situado a cerca de cinco quilómetros de Ndalatando, na província do Cuanza Norte, que existe desde 1907, sendo que é um espaço natural de grande valor turístico e ambiental.
Explicou o Jardim Botânico do Cazengo, considerando ser um local rico em biodiversidade, com diversas espécies de plantas, flores e árvores, além de um riacho, sendo um “pulmão” da região, mas que, infelizmente, neste momento, está um pouco degradado, mas é um grande produto turístico para ser vendido.
No entanto, disse que antigamente aquela região era chamada de cidade do Jardim. “Então, isto é um produto também que está lá e que está a ser esquecido”, salientou. Por outro lado, o CEO da A.Turismo pediu a colaboração dos Ministérios do Turismo, da Agricultura, das Obras Públicas, entre outros, para que o turismo seja, de facto, uma realidade no país.
“Há muita coisa que eu gostaria de falar e sugerir para que o turismo em Angola seja uma realidade, mas que temos que ser realistas. Nós como operadores turísticos, sentimos que, desta vez, estamos a caminhar para algum lugar”, concluiu.





