União Africana projecta aumentar rendimento da economia azul do continente para 406 mil milhões de dólares até 2030

A União Africana (UA) projecta que a economia azul do continente gere aproximadamente 406 mil milhões de dólares até 2030, criando 57 milhões de postos de trabalho, informou esta Quarta-feira, 22, em Luanda, o director de Economia Azul e Meio Ambiente Sustentável na Comissão da UA, Harsen Nyambe Nyambe. Ao discursar na conferência de Alto…
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Harsen Nyambe Nyambe disse que quando a agenda de 2063 chegar ao fim, poderão aumentar o número de trabalhos que geram daquilo que é hoje de 49 milhões de dólares para 78 milhões de dólares e o rendimento que geram vai aumentar até 576 mil milhões de dólares.
Economia

A União Africana (UA) projecta que a economia azul do continente gere aproximadamente 406 mil milhões de dólares até 2030, criando 57 milhões de postos de trabalho, informou esta Quarta-feira, 22, em Luanda, o director de Economia Azul e Meio Ambiente Sustentável na Comissão da UA, Harsen Nyambe Nyambe.

Ao discursar na conferência de Alto Nível sobre a Economia Azul em África, Harsen Nyambe disse que este esforço abrange pescas, turismo marítimo, energias renováveis e transporte.

“São mais de 200 milhões de africanos que dependem de peixe, assim como de alimentos azuis. E acho que isso é importante para a segurança da economia azul e nós empreendemos cerca de 49 milhões de pessoas dentro do meio ambiente azul”, afirmou.

Portanto, salientou que com um investimento sustentável e uma implementação efectiva da estratégia de economia azul do continente, projectam que podem aumentar o rendimento da economia azul, com cerca de 406 mil milhões de dólares em 2030. Segundo disse, os trabalhos que têm proporcionado pela economia azul também aumentaram de 49 milhões de dólares a 57 milhões de dólares.

“E nós também temos ditos que, em 2063, quando a agenda de 2063 chegar ao fim, nós poderíamos aumentar o número de trabalhos que geramos daquilo que é hoje de 49 milhões de dólares a 78 milhões de dólares e o rendimento que geramos vai aumentar até 576 mil milhões de dólares”, perspectivou.

O director de Economia Azul e Meio Ambiente Sustentável na Comissão da União Africana ressaltou, ainda, que o desafio actual do continente não é a falta de frameworks “crescimento económico à preservação dos ecossistemas marinhos e costeiros” porque têm um número de frameworks ou políticas que foram colocadas para permitir irem em frente.3

Contudo, afirmou que o maior desafio é a implementação de adopção de medidas que ajudem a promover investimentos no continente e na economia azul. No entanto, referiu que precisam também traduzir a informação científica que recebem em soluções práticas que vão criar empregos, fortalecer a resiliência e proteger ecossistemas.

Nos próximos dias, assegurou Nyambe, vão focar-se para oportunidades de investimento práticos, fortalecer a cooperação regional, enriquecer a inovação e promover a inovação digital. “Nós também vamos considerar soluções financeiras avançadas, assim como discutir como empoderar as mulheres, crianças e criar mais oportunidades para todos os africanos”, garantiu.

Entretanto, frisou que, como Comissão da União Africana, acreditam que a economia azul sustentável deve ser construída em cinco pilares e esses são a força política, a liderança, o financiamento sustentável, a cooperação regional e a participação inclusiva.

“Juntos vamos, portanto, construir uma África em que nossa economia azul, nossos recursos azuis, geram prosperidade, bons trabalhos, segurança alimentar, resiliência climática e desenvolvimento sustentável para a geração actual e futura”, concluiu.

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