União Europeia e AFD financiam com 11 milhões de euros incremento da produção de café em Angola

A União Europeia (UA) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) financiaram com cerca de 11 milhões de euros para a implementação do projecto Mukafe, virado para a realização de estudos e desenvolvimento da produção da fileira cafeícola em Angola. A directora-geral da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) em Angola, Valérie Tehio explicou que a…
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Directora-geral da AFD em Angola disse que é um projecto que tem uma ambição grande para o sector e a cadeia de valor do café, com várias dimensões e a maior parte das dimensões está no terreno, com produtores para melhorar a produtividade e a qualidade da produção de café robusta.
Economia

A União Europeia (UA) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) financiaram com cerca de 11 milhões de euros para a implementação do projecto Mukafe, virado para a realização de estudos e desenvolvimento da produção da fileira cafeícola em Angola.

A directora-geral da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) em Angola, Valérie Tehio explicou que a União Europeia disponibilizou 9 milhões de euros, enquanto a AFD desembolsou 2 milhões.

“É um projecto que tem uma ambição grande para o sector e a cadeia de valor do café, com várias dimensões. A maior parte das dimensões está no terreno, com produtores para melhorar a produtividade e a qualidade da produção de café robusta, mas também outros aspectos muito importantes”, frisou Valérie na cerimónia de lançamento dos resultados da pesquisa desenvolvida pela empresa WINRESOURCES.

A responsável da instituição francesa destacou ainda parceria com as autoridades angolanas para a melhoria da cadeia de valor da produção de café, elevando não só a produtividade como também a qualidade do produto, particularmente do café robusta.

Por sua vez, o secretário de Estado para a Agricultura e Pecuária de Angola, Castro Paulino Camarada garantiu que o Governo angolano pretende atrair mais jovens para a cafeicultura, promovendo o empreendedorismo rural para ultrapassar os 20 mil cafeicultores registados no país.

“Precisamos de muito mais cafeicultores e estamos de facto a fazer um esforço, para promover a cafeicultura entre jovens que se queiram tornar empreendedores e queiram abraçar esta cadeia de valor do café que está em grande procura no mundo”, disse o governante.

O gestor assegurou a criação de novas explorações para contribuir no processo de diversificação da economia angolana, salientando que a exploração agrícola familiar representa 95%, dos cerca de 20 mil cafeicultores registados no país, tendo considerado o número reduzido a julgar pelo potencial de produção do país.

O secretário de Estado destacou a necessidade de práticas sustentáveis e amigas do ambiente, com foco na utilização de ferramentas digitais, georreferenciação, monitorização por satélite e sistemas de rastreabilidade para melhorar a gestão do sector.

No entanto, assegurou que o Executivo considera o café uma fileira-chave para a diversificação da economia angolana e que possui elevado potencial para gerar rendimento, emprego e melhorar as condições de vida das famílias produtoras.

Camarada explicou que produção actual situa-se à volta de 10.500 toneladas, tratando-se de um valor ainda também modesto, reforçando a existência de grande oportunidade de mercado, sendo necessário expandir.

“Temos uma grande possibilidade de intensificar e de obter maiores rendimentos por unidade e por hectare de café cultivado”, salientou.

 

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