O continente africano precisa de 2,8 triliões de dólares para implementar os acordos climático de Paris, — um tratado internacional sobre mudanças climáticas, adoptado em 2015, que abrange a mitigação, adaptação e financiamento, visando travar as mudanças climáticas-, como apontou a Oficial de Operações do IFC, Louise Gardner.
A responsável que fazia a sua participação na segunda conferência sobre sustentabilidade na banca, organizada pela ABANC, disse ainda que há uma grande relação entre o financiamento inclusivo, que tem a mulher no centro e aquilo que é o financiamento sustentável e a sustentabilidade em si.
Assim, na visão da técnica sénior do IFC, países como Angola têm de fazer um esforço para colocar o financiamento azul no topo das prioridades. Sendo que conforme a responsável, “há aqui um verdadeiro mar de oportunidade para que a banca promova o trabalho conjunto com outros segmentos que impactam aquilo que é o desenvolvimento sustentável”
Um discurso que acaba por casar perfeitamente com a ideia apresentada pelo presidente de direcção da ABANC, Mário Nascimento, segundo a qual governança, ambiental, social (ESG) está a ganhar cada vez mais espaço, pelo que, a ABANC criou um grupo de trabalho para estar focado no ESG, mais propriamente na sua implementação por parte dos bancos.
Já o partner da EY, Rodolfo Varela Pinto, apontou para a necessidade de a banca olhar para o ESG como um mundo de oportunidades. “Um nicho de negócio”, disse, justificando que trata-se de um mercado em crescimento e que veio para ficar, disse, tendo apontado como exemplo os altos níveis de crescimento nos créditos verdes, que têm evolução positiva no continente europeu.





