“Chã Branco” colheita de 2023, “Chã Tinto” de 2022 e “Chã Passito” de 2023 receberam, cada um, uma medalha de ouro no concurso de “Vinhos Extremos” que aconteceu nos dias 29 e 30 em Itália.
A competição avaliou mais de 1000 vinhos de 25 países em representação de 356 regiões vinícolas.
O concurso mundial de “Vinhos Extremos ou Heroicos” contempla vinhos produzidos em condições vitícolas extremas, como altitudes elevadas, encostas íngremes ou terrenos difíceis de cultivar. O evento celebra vinhos que são feitos em regiões onde a viticultura é mais desafiadora, como o caso da região vulcânica de Chã das Caldeiras, junto ao vulcão do Fogo.
Os vinhos vencedores fazem parte do catálogo da adega cooperativa de Chã, a maior da região, que reúne 85 produtores vitivinícolas e coloca no mercado aproximadamente 200 mil litros de vinho por ano.
David Gomes Monteiro presidente da associação dos viticultores de Chã das Caldeiras mostra-se orgulhoso com mais esta conquista dos vinhos produzidos na adega que dirige e destaca os investimentos feitos nos últimos anos em equipamentos e recursos humanos. “O nosso vinho já ganhou o mercado, é um vinho de excelente qualidade. Está a refletir os processos de modernização, melhoria de técnicas e de equipamentos que temos feito nos últimos anos”.
Esta não é a primeira vez que os vinhos produzidos na ilha do Fogo, são distinguidos nesta competição. Em 2018, os vinhos Santa Luzia Branco e Pico do Fogo Reserva, ambos da adega Maria Chaves venceram duas medalhas de ouro e em 2023 foi a vez da colheita de Chã Branco de 2021 vencer o ouro tendo concorrido ao lado de 800 variedades de vinho de vários países.





