Os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) podem cooperar para superar barreiras ao crescimento das empresas defendeu, em Portugal, o administrador executivo do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas de Angola (INAPEM), Bráulio Augusto.
O responsável, que falava durante o Seminário de Internacionalização da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX), realizado em Lisboa, à margem do Web Summit em Lisboa, enfatizou a necessidade de se investir na capacitação e inovação, criando redes de suporte que facilitem o acesso a novos mercados para as start-ups e pequenas e médias empresas (PME).
Durante a sua intervenção como palestrante, Bráulio Augusto destacou o papel fundamental da educação e da inovação como alavancas para o crescimento sustentável das empresas angolanas, ressaltando o esforço do INAPEM em criar um ambiente favorável para que essas empresas possam escalar e expandir-se além das fronteiras nacionais.
“A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa representa um parceiro estratégico para Angola no processo de internacionalização das suas empresas. o INAPEM está a desenvolver um programa de imersão internacional que visa conectar start-ups angolanas aos principais hubs de inovação ao redor do mundo”, disse o administrador, citado numa nota.

A colaboração entre os países lusófonos, referiu, ficou reforçada com a recente criação de um fórum de cooperação entre instituições de apoio às PMEs dos países da CPLP, uma iniciativa que visa facilitar a troca de conhecimento e a criação de parcerias estratégicas.
“Essas alianças permitem que Angola beneficie de experiências bem-sucedidas em mercados mais maduros e, ao mesmo tempo, partilhe as suas inovações com outros mercados,” declarou, assegurando que essa cooperação é fundamental para fortalecer os ecossistemas de educação e inovação na região.
O evento, que reuniu especialistas e líderes empresariais dos países de língua portuguesa, teve como foco a discussão sobre “Oportunidades de escalabilidade regional através dos Países de Língua Portuguesa nos Ecossistemas de Educação e Inovação”.





