A vice-presidente do Banco Mundial (BM) para a África Oriental e Austral, Victoria Kwakwa, disse que o programa em Moçambique é ajustável e tem conseguido desenvolver os projectos apesar da violência pós-eleitoral, mas alertou que podem abrandar se a situação piorar.
“O Banco Mundial é uma organização apolítica, desde que consigamos fazer o nosso trabalho de forma segura, reduzindo os riscos, garantindo transparência e exclusividade, continuamos o nosso trabalho; é infeliz o que se está a passar e esperamos uma resolução pacífica e também que as coisas no norte não piorem”, disse Victoria Kwakwa.
Questionada sobre se o ambiente de violência pode prejudicar os projectos do Banco Mundial em Moçambique, a vice-presidente do Banco Mundial para a África Oriental e Austral respondeu: “Temos flexibilidade para ajustar o nosso trabalho, mas não fizemos ainda ajustamento nenhum, porque estamos a conseguir implementar as operações”.
“Teremos de abrandar se for o caso, o que ainda não aconteceu, estamos a acompanhar de perto a situação e vamos debater com o novo governo o futuro do portifólio e o nosso envolvimento no país”, adiantou.
Questionada sobre se os megaprojetos do gás natural, no norte do país, podem ser financiados pelo Banco Mundial, Victoria Kwakwa respondeu que desde 2019 que o petróleo e gás estão fora do portifólio de projectos que o Banco pode financiar, a não ser em casos excepcionais em que não haja uma fonte alternativa de receitas para o Estado.
“Moçambique, tal como Angola, têm muitas riquezas naturais, nomeadamente na área das energias renováveis, e em particular eólica, por isso o financiamento de projectos de petróleo e gás nestes países está fora de questão”, afirmou a responsável, citada pela Lusa
Pelo menos 67 pessoas morreram e outras 210 foram baleadas no espaço de um mês nas manifestações de contestação dos resultados das eleições gerais de 09 de Outubro em Moçambique, indica uma actualização da ONG moçambicana Plataforma Eleitoral Decide.





