64% dos cabo-verdianos consideram emigrar em 2024 – Estudo

 Um estudo sobre a qualidade da democracia e da governação em Cabo Verde revelou nesta Sexta-feira que, este ano, 64% dos cabo-verdianos consideram emigrar, sendo a procura de emprego o principal motivo. "Se em 2017 cerca de 57% dos cabo-verdianos disseram que pensaram em emigrar, já em 2024 esse número subiu para 64%", apontou o director nacional da…
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"Se em 2017 cerca de 57% dos cabo-verdianos disseram que pensaram em emigrar, já em 2024 esse número subiu para 64%", apontou o director nacional da Afrosondagem, José Semedo.
Economia

 Um estudo sobre a qualidade da democracia e da governação em Cabo Verde revelou nesta Sexta-feira que, este ano, 64% dos cabo-verdianos consideram emigrar, sendo a procura de emprego o principal motivo.

“Se em 2017 cerca de 57% dos cabo-verdianos disseram que pensaram em emigrar, já em 2024 esse número subiu para 64%”, apontou o director nacional da Afrosondagem, José Semedo.

De forma semelhante, também diminuiu a proporção daqueles que afirmaram que nunca emigrariam, passando de 46% para 30%. “A principal razão que leva os cabo-verdianos a quererem emigrar é, sobretudo, a procura de emprego”, explicou.

O interesse em emigrar é particularmente elevado entre os jovens, atingindo 76% entre os entrevistados com idades entre os 18 e os 35 anos, e entre os desempregados à procura de trabalho (82%).

Além disso, 75% dos trabalhadores disseram já ter considerado emigrar. Os homens demonstram maior interesse em emigrar do que as mulheres (70% contra 59%), assim como os residentes urbanos em comparação com os rurais (65% contra 60%).

A Europa continua a ser o destino preferido pelos cabo-verdianos, com seis em cada dez (61%) a indicar países europeus, seguida pelos Estados Unidos da América, com 28% das preferências.

Relativamente à imigração, quando questionados sobre se o país deve acolher o mesmo número de imigrantes que vêm procurar trabalho, as opiniões estão divididas, segundo a Afrosondagem.

Cerca de 34%, diz a Lusa, afirmaram que o arquipélago deve receber menos imigrantes à procura de emprego, 25% consideram que deve receber mais, e 16% acham que o número deve ser mantido.

“Nós somos um país com propensão para a emigração, mas também, de certa forma, temos algum receio em receber imigrantes”, explicou.

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