Governo moçambicano e a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) anunciaram, recentemente, uma linha de crédito bonificada de 10 mil milhões de meticais (151 milhões de euros) para recuperação de pequenas e médias empresas afectadas pelas manifestações pós-eleitorais.
“Esta linha destina-se ao financiamento das componentes de tesouraria e investimento, à uma taxa bonificada”, disse Teotónio Comiche, presidente da AMB, no evento de anúncio das medidas para recuperação económica para o sector empresarial moçambicano, em Maputo.
A linha de crédito bonificada é aplicável para micro, pequenas e médias empresas que empregam até 100 trabalhadores e cujo negócio anual não seja superior a 160 milhões de meticais (2,4 milhões de euros).
“A taxa de juro está fixada em 15%, para o primeiro e para o segundo ano e seguintes será de ‘prime rate’ menos 4%, a isto se junta a isenção de comissões”, acrescentou o presidente da AMB.
O limite de financiamento para cada empresa é de 20 milhões de meticais (300 mil euros) e também será exigido que a empresa tenha a sua situação fiscal regularizada.
“A maturidade do empréstimo, ou seja, o prazo de empréstimo, está definido para a componente de tesouraria em 12 meses, enquanto a de investimento é de cinco anos”, acrescentou.
Em declarações aos jornalistas à margem do evento de apresentação da iniciativa, a ministra das Finanças de Moçambique, Carla Louveira, referiu que a linha de crédito vai estimular as empresas no âmbito dos esforços para recuperação, destacando que as autoridades estão a trabalhar para a melhoria da segurança.
“De forma conjunta, estamos a trabalhar para a normalização do nosso ambiente. Obviamente que todas as esferas devem trabalhar na sua perspectiva para melhorar a segurança”, acrescentou a governante, citado pela Lusa.