Um homem de nacionalidade sueca, procurado pela Interpol e que detinha passaporte diplomático como conselheiro especial do Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, foi detido pela Polícia Judiciária são-tomense, na ilha do Príncipe, disse fonte judiciária.
Segundo a fonte, o homem foi detido no Domingo, num estabelecimento hoteleiro na ilha do Príncipe. A detenção ocorreu horas após circularem informações nas redes sociais de que uma equipa da Interpol teria estado em São Tomé para a captura do conselheiro, o que a fonte judiciária, negou, assegurando que existe uma brigada da Interpol que funciona na PJ são-tomense e que coordenou a detenção.
A Presidência da República também reagiu através de um comunicado publicado no Facebook. “Em data posterior à nomeação de um determinado indivíduo como Conselheiro Especial do Presidente da República, a Presidência da República foi informada pelo próprio de que decorria num país estrangeiro um processo judicial de foro estritamente pessoal e em tudo alheio às funções que desempenhava junto à Presidência, em que o nome do mesmo era citado”, lê-se no comunicado.
Na nota refere-se ainda que, depois desta informação, “o Presidente da República decidiu exonerar o indivíduo em causa das funções de Conselheiro Especial, o que fez através do Decreto Presidencial n.º 06/2026, de 04 de fevereiro”.
Segundo uma fotografia do passaporte diplomático que circula nas redes sociais, o homem chama-se Carlsson Stig Karl-Magnus, nasceu em 08 de Janeiro de 1964 e tem nacionalidade sueca. O passaporte diplomático tem a data de emissão em 05 de Dezembro de 2025 e é válido até 04 de Dezembro de 2030.
A PJ são-tomense, diz a Lusa, prometeu dar informações oficiais sobre o assunto ao longo do dia, após o encaminhamento do processo em coordenação com Interpol. Já em Abril de 2022, numa situação semelhante, o Presidente são-tomense exonerou um conselheiro especial, de nacionalidade alemã, face às notícias do seu alegado envolvimento em tráfico de influências.





