O Banco Mundial vai disponibilizar cerca de 2,5 mil milhões de dólares para ajudar Moçambique a transformar a sua riqueza natural em oportunidades concretas e melhores empregos, sobretudo para jovens e mulheres, segundo comunicado.
Fily Sissoko, director de Divisão do Banco Mundial para Moçambique disse que ao concentrarem nos corredores económicos e em sectores com elevado potencial de criação de postos de trabalho, como energia, agronegócio e turismo, procuraram mobilizar cerca de 2,5 mil milhões de dólares ao longo do período do CPF, ajudando Moçambique a transformar a sua riqueza natural em oportunidades concretas e melhores empregos, sobretudo para jovens e mulheres.
O Conselho de Administração do Grupo Banco Mundial aprovou um novo Quadro de Parceria com o País para Moçambique, para o período de 2026 a 2031, no entanto, durante este novo ciclo de parceria, serão mobilizados instrumentos financeiros para ajudar a atrair investimento privado no país, incluindo garantias, financiamento combinado (blended finance) e serviços de consultoria, nomeadamente através de iniciativas emblemáticas como a Mission 300 e a AgriConnect.
“Este CPF chega num momento crucial para Moçambique, em que o papel do sector privado é fundamental para gerar empregos em grande escala e alcançar as ambições de desenvolvimento do país”, afirmou a directora Regional da Corporação Financeira Internacional para a África Austral, Cláudia da Conceição.
De acordo com Cláudia da Conceição, estão empenhados em apoiar o sector privado e em facilitar o diálogo entre os actores públicos e privados, a fim de desbloquear o enorme potencial do país para oportunidades de investimento.
A nova estratégia, realça o comunicado do BM a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso, reflecte o compromisso do Grupo Banco Mundial em apoiar a visão de Moçambique para um desenvolvimento inclusivo e resiliente. “Está alinhada com as prioridades nacionais de acelerar a transformação económica, reforçar as instituições e expandir as oportunidades para jovens e mulheres”, ressalta.
Adicionalmente, informa o documento, o Conselho de Administração do Grupo Banco Mundial aprovou o acesso de Moçambique a cerca de 450 milhões de dólares através da Janela para Prevenção e Resiliência.
“Este apoio visa ajudar o país a prevenir e reduzir conflitos, mitigar factores de fragilidade e reforçar a estabilidade nos próximos anos”, sublinha a mesma nota.
Entretanto, conclui o comunicado que o CPF foi desenvolvido em consulta com o Governo de Moçambique, a sociedade civil, o sector privado e parceiros de desenvolvimento, referindo que baseia-se nas lições do CPF anterior e está alinhado com as prioridades estratégicas do país e com os objectivos do Grupo Banco Mundial de pôr fim à pobreza extrema e promover a prosperidade partilhada num planeta habitável.





