Total e Exxon pretendem movimentar anualmente 400 navios de gás em Moçambique

As petrolíferas TotalEnergies e ExxonMobil preveem movimentar anualmente 400 navios de gás natural na península de Afungi, Cabo Delgado, norte de Moçambique, e estão a avançar com um concurso conjunto para contratar sete barcos e rebocadores de apoio. Segundo o concurso, trata-se da manifestação de interesse para prestação de serviços marítimos para a Área 1…
ebenhack/AP
As duas concessionárias referem procurar “serviços seguros, eficientes e confiáveis de transporte, carregamento e descarregamento” de Gás Natural Liquefeito (GNL) “desde os locais de produção até aos mercados globais”.
Economia

As petrolíferas TotalEnergies e ExxonMobil preveem movimentar anualmente 400 navios de gás natural na península de Afungi, Cabo Delgado, norte de Moçambique, e estão a avançar com um concurso conjunto para contratar sete barcos e rebocadores de apoio.

Segundo o concurso, trata-se da manifestação de interesse para prestação de serviços marítimos para a Área 1 (Mozambique LNG), liderado pela TotalEnergies, e a Área 4 (Rovuma LNG), liderada pela ExxonMobil, este último ainda a aguardar a decisão final de investimento, apesar de avançar já este procedimento conjunto.

Neste concurso, as duas concessionárias referem procurar “serviços seguros, eficientes e confiáveis de transporte, carregamento e descarregamento” de Gás Natural Liquefeito (GNL) “desde os locais de produção até aos mercados globais”.

Esses serviços incluem, além de meios humanos, cinco rebocadores com 80 toneladas de tração estática, um barco-piloto e dois barcos de trabalho, com o edital a avançar já a previsão de movimentos de 160 navios-tanque de GNL e dez navios-tanque de condensado, anualmente, para a Área 1, e 220 navios-tanque de GNL e 15 navios-tanque de condensado para a Área 4.

A ExxonMobil prevê a produção de 18 milhões de toneladas por ano (mtpa) de GNL na Área 4, a maior projectada em África. Já o projecto da Área 1, liderado pela TotalEnergies, em retoma, prevê entregas de GNL em 2029 e uma capacidade de 13 mtpa.

Actualmente, diz a Lusa, na mesma bacia, o consórcio liderado pela Eni já produz, através da plataforma flutuante Coral Sul, cerca de sete mtpa, que arrancou em 2022, e assinou em Outubro a FID para a segunda plataforma do género, a Coral Norte, que vai duplicar a produção de GNL a partir de 2028, um investimento de 6,1 mil milhões de euros.

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