A organização Greenpeace felicitou a Guiné-Bissau por proibir, em 29 de Janeiro, a produção de farinha e óleo de peixe, que considera ser “um roubo de comida” por parte da indústria transformadora para produzir racção.
Numa publicação feita na rede social Instagram, a Organização Não-Governamental (ONG) ambiental contextualizou que a proibição é “um passo importante contra a indústria que transforma a comida das pessoas em ração para explorações agrícolas industriais no estrangeiro”.
A Greenpeace salientou ainda que considera “comida roubada” aquilo que a indústria transformadora chama de “ração para peixes”. “Durante anos, as fábricas industriais sugaram os peixes comestíveis das águas da África Ocidental, reduzindo as capturas locais e ameaçando as comunidades que dependem delas para obter rendimentos e até 70% das suas proteínas animais”, contextualizou.
“Esta proibição é uma grande vitória para a Justiça oceânica e as comunidades costeiras, e um sinal claro para os governos e empresas em todo o mundo: parem de roubar o peixe dos pratos das pessoas e protejam os pescadores de pequena escala que salvaguardam os nossos oceanos”, concluiu a ONG.
Em 29 de Janeiro, o Ministério das Pescas e Economia Marítima do Governo de Transição da Guiné-Bissau anunciou a proibição num despacho. A proibição está em vigor desde esse dia, pois a “produção da farinha e óleo de peixe proliferou no país” (…), mas, entre outras razões, “concorre com o pescado destinado à alimentação da população, representando tal concorrência risco para segurança alimentar e nutricional dos consumidores”, referiu o ministério no comunicado.
A decisão foi tomada após a ministra que tutela a pasta, Virgínia Pires Correia, ter apresentado ao Governo de Transição estas informações, em Conselho de Ministros, lia-se na nota de imprensa. A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde Agosto de 2025 após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses.





