Após a celebração da missa campal na centralidade do Kilamba em Luanda, o Papa Leão XIV chegou a instantes ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Muxima, onde preside a reza o terço com a participação de milhares de fiéis católicos.
Entre os temas dos mistérios constam “jovens estudantes, desempregados e presidiários”, “crianças de Angola, cujos direitos são negados” e “religiosos e religiosas que imitam Cristo”.
O Santo Padre foi acolhido pelo reitor do Santuário da Nossa Senhora da Muxima, padre Mpindi Lubanzadio Alberto, ladeado de dois diáconos (responsável por servir à comunidade cristã, prestando apoio durante as celebrações e actividades da igreja), acompanhado pelo bispo da Diocese de Viana, Dom Emílio Sumbelelo.
O terço é uma forma de oração tradicional da Igreja Católica composto por um conjunto de contas, para ajudar na recitação de orações e na meditação dos principais acontecimentos da vida de Jesus Cristo e da Virgem Maria.

Este método de oração combina repetições de orações vocais com a meditação dos Mistérios do Rosário, que são momentos marcantes da história da salvação, divididos em quatro grupos: Mistérios Gozosos, Dolorosos, Gloriosos e Luminosos. Cada grupo é composto por cinco mistérios, e cada mistério corresponde a uma dezena do terço.

No santuário da Muxima, além da reza do terço, o santo padre vai manter um encontro com os peregrinos. Mais de vinte mil peregrinos receberam santo padre a Muxima para este momento alto da visita apostólica do Papa Leão XIV a Angola.
Os bispos católicos definem o Terço como uma oração cristocêntrica (centrada em Cristo) e contemplativa, realizada com o auxílio de Maria.
É descrito como uma meditação sobre os mistérios da vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus, servindo como uma “Bíblia do povo” e uma poderosa ferramenta de intercessão e proteção espiritual.
Segundo ainda os prelados, o terço não é um fim em si mesmo, mas um caminho para se aproximar de Jesus através da intercessão da Santíssima Virgem Maria.





