A Vinci anunciou o arranque da segunda fase de modernização dos aeroportos de Cabo Verde, no valor de 142 milhões de euros, no âmbito da concessão que recebeu do Governo em 2022.
“Temos o prazer de dar continuidade a este percurso de sucesso com a segunda e maior fase, que se inicia hoje: 142 milhões de euros em novos investimentos, num curto período, para dar continuidade à expansão e modernização, garantindo um melhor desempenho ambiental”, disse Nicolas Notebaert, presidente da Vinci Aeroportos, na capital de Cabo Verde, Praia, durante uma visita ao país.
No total, “são 250 milhões de euros em investimentos físicos em Cabo Verde, além dos 80 milhões em pagamentos financeiros”, realizados ao Estado, outra contrapartida da concessão (além dos investimentos).
O investimento está a permitir mudar a face dos sete aeroportos do arquipélago em melhorias de segurança, nas pistas, no conforto, serviços ao público e desempenho ambiental, por exemplo, com centrais fotovoltaicas.
Do lado das receitas, a multinacional faz um retrato positivo da operação (através da Cabo Verde Airports), com o tráfego aéreo “a crescer mais de 60% desde o início da concessão” e com perspectivas de continuação do crescimento. “Mais passageiros significam mais emprego e receitas” para Cabo Verde, referiu o presidente da empresa.
O investimento significa também “maior concorrência por parte das companhias aéreas e esta concorrência permite reduzir os preços dos bilhetes para os cabo-verdianos” sobretudo na diáspora, “facilitando os seus regressos frequentes, bem como os seus investimentos significativos” nas ilhas.
“Os resultados para a economia [de Cabo Verde] são inegáveis e significativos: por cada milhão de euros gastos pelos turistas em Cabo Verde, criam-se 120 postos de trabalho no país”, disse, citado pela Lusa.





