Cabo Verde e Japão pretendem reforçar capacidade produtiva e organizacional do sector das pescas

Cabo Verde e Japão pretendem reforçar capacidade produtiva e organizacional do sector das pescas, através do Projecto Regional para a Promoção do Desenvolvimento da Economia Azul que visa a melhoria das cadeias de valor da pesca. O projecto, segundo um comunicado do Governo cabo-verdiano a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso, é uma iniciativa…
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O projecto, segundo um comunicado do Governo cabo-verdiano a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso, é uma iniciativa estratégica a ser implementada na ilha de Santiago, com incidência particular nas comunidades de Ribeira da Barca, Rincão e no mercado de Assomada, no concelho de Santa Catarina.
Economia

Cabo Verde e Japão pretendem reforçar capacidade produtiva e organizacional do sector das pescas, através do Projecto Regional para a Promoção do Desenvolvimento da Economia Azul que visa a melhoria das cadeias de valor da pesca.

O projecto, segundo um comunicado do Governo cabo-verdiano a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso, é uma iniciativa estratégica a ser implementada na ilha de Santiago, com incidência particular nas comunidades de Ribeira da Barca, Rincão e no mercado de Assomada, no concelho de Santa Catarina.

O ministro do Mar, Jorge Santos, explica o documento, reuniu-se esta Terça-feira, 03, na cidade da Praia, com uma equipa da Japan International Cooperation Agency (JICA), no âmbito da cooperação no domínio da Economia Azul com enfoque na melhoria da cadeia de valor das pescas, entre o Japão e Cabo Verde, com vista ao reforço da capacidade produtiva e organizacional do sector das pescas.

Jorge Santos salientou que o principal desafio do sector não se limita à modernização das embarcações, mas passa, sobretudo, pelo aumento da capacidade de captura e pela diversificação da actividade pesqueira, defendendo a necessidade de reforçar as condições e os meios para ir ao mar, aliando esse esforço à formação contínua dos pescadores e à aposta em novas modalidades de pesca, tradicionalmente centradas na pesca de superfície e costeira.

O ministro reconheceu os avanços já alcançados, nomeadamente a motorização e modernização de embarcações com o apoio do Japão, mas considerou que essas medidas, isoladamente, não resolvem o problema estrutural da produção. “É necessário aumentar a nossa capacidade de captura e de produção no sector”, sublinhou.

Por outro lado, o governante apontou outro aspeto como crítico que é a cadeia de comercialização. Apesar da existência de centros de apoio, equipamentos e câmaras frigoríficas em várias comunidades, muitas dessas infraestruturas encontram-se subaproveitadas devido à insuficiente quantidade de pescado para abastecimento regular.

Neste sentido, o Santos defendeu uma mudança de mentalidade nas comunidades piscatórias, promovendo maior organização, mais tempo efectivo de actividade no mar e aposta na transformação do pescado como forma de agregar valor e aumentar o rendimento das famílias.

Para o governante, o projecto apoiado pela JICA poderá desempenhar um papel determinante na valorização do sector, ao incentivar novas práticas, reforçar a organização comunitária e melhorar os resultados da pesca e da sua comercialização.

“A missão técnica em curso inclui a realização de inquéritos junto das populações, encontros com pescadores e articulação com técnicos locais, num processo considerado essencial para adequar as intervenções às necessidades reais das comunidades e assegurar um impacto sustentável do projecto a médio e longo prazo”, conclui o documento.

 

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