PR de Angola junta-se parceiros lusófonos na tomada de posse de Seguro

O Presidente de Angola juntou-se nesta Domingo aos seus congéneres de Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste na tomada de posse, esta Segunda-feira, de António José Seguro como Presidente da República portuguesa, foi anunciado. Em comunicado divulgado, a Presidência de Angola informou que João Lourenço deixou Luanda rumo a Lisboa, cumprindo “um…
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Presidência de Angola informou que João Lourenço deixou Luanda rumo a Lisboa, cumprindo “um dever protocolar, resultado de um convite das autoridades portuguesas para fazer parte das personalidades de diferentes quadrantes que prestigiarão a cerimónia em que Portugal muda de Presidente.
Líderes

O Presidente de Angola juntou-se nesta Domingo aos seus congéneres de Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste na tomada de posse, esta Segunda-feira, de António José Seguro como Presidente da República portuguesa, foi anunciado.

Em comunicado divulgado, a Presidência de Angola informou que João Lourenço deixou Luanda rumo a Lisboa, cumprindo “um dever protocolar, resultado de um convite das autoridades portuguesas para fazer parte das personalidades de diferentes quadrantes que prestigiarão a cerimónia em que Portugal muda de Presidente, depois dos 10 anos de Marcelo Rebelo de Sousa em Belém”.

Com esta decisão, dos países de língua oficial portuguesa, apenas o Brasil e Guiné-Bissau não se farão representar ao mais alto nível em Lisboa.

O Presidente brasileiro, Inácio Lula da Silva, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não poderão estar presentes pois, precisamente dia 09, irão receber, na capital Brasília, o chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa, anunciaram à Lusa fontes do ministério.

Já a Guiné-Bissau tem um governo não reconhecido pela comunidade internacional, depois de um autodenominado Alto Comando Militar ter protagonizado um golpe de Estado na véspera do anúncio dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais, realizadas no dia 23 de Novembro.

Atualmente, o Presidente nomeado pelos militares é o general Horta Inta-a, mas o governo não é reconhecido pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Segundo informações obtidas pela agência Lusa, José Maria Neves, de Cabo Verde, Daniel Chapo, de Moçambique, Carlos Vila Nova, de São Tomé e Príncipe, e José Ramos-Horta, de Timor-Leste, estarão em Lisboa para as cerimónias oficiais da tomada de posse de António José Seguro que venceu, na segunda volta, o escrutínio eleitoral com mais de 3,5 milhões de votos, um número recorde.

Embora não estando presente, como outros chefes de Estado lusófonos o Presidente brasileiro saudou a vitória de António José Seguro como Presidente português, logo no dia da eleição, afirmando que representa “a vitória da democracia” e afirmou que o Brasil continuará a trabalhar “em parceria” pelo “fortalecimento das relações bilaterais históricas”.

O chefe de Estado cabo-verdiano também felicitou, nesse dia, António José Seguro pela sua vitória e referiu que o povo português, apesar de todas as tempestades, “acorreu às urnas e votou esmagadoramente no republicanismo e na democracia”, numa mensagem na sua página de Facebook.

 

 

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