BAD e PNUD garantem pacote de investimento misto de 28 milhões USD para estimular crescimento económico no norte de Moçambique

O Governo de Moçambique, o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançaram, juntamente com vários parceiros, um projecto para restaurar os meios de subsistência, estimular o crescimento económico e fortalecer a paz no norte de Moçambique. O projecto Investimento Resiliente para o Empoderamento Socioeconómico, Paz e Segurança…
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O projecto Investimento Resiliente para o Empoderamento Socioeconómico, Paz e Segurança (RISE-PS) visa os distritos de Palma e Ancuabe, na província de Cabo Delgado, onde anos de insegurança perturbaram as economias locais e deslocaram milhares de pessoas.
Economia

O Governo de Moçambique, o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançaram, juntamente com vários parceiros, um projecto para restaurar os meios de subsistência, estimular o crescimento económico e fortalecer a paz no norte de Moçambique.

O projecto Investimento Resiliente para o Empoderamento Socioeconómico, Paz e Segurança (RISE-PS) visa os distritos de Palma e Ancuabe, na província de Cabo Delgado, onde anos de insegurança perturbaram as economias locais e deslocaram milhares de pessoas.

A iniciativa, de acordo com uma nota do BAD, é financiada por um pacote de investimento misto de 28 milhões de dólares, incluindo 17 milhões de dólares do Mecanismo de Apoio à Transição, do Banco Africano de Desenvolvimento, 4,2 milhões de dólares do PNUD, 2,4 milhões de dólares do Governo da Alemanha, 3,1 milhões de dólares de parceiros do sector privado e 1,3 milhões de dólares de contrapartida do Governo de Moçambique. A implementação será liderada pela Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte, com o apoio do PNUD.

Entretanto, espera-se que o projecto beneficie directamente cerca de 24 mil jovens, metade dos quais mulheres, juntamente com mais de 3 mil famílias chefiadas por mulheres e mais de 7.300 empresas locais.

Indirectamente, almeja-se -se que a melhoria das infra-estruturas, as oportunidades de emprego e os fluxos de investimento beneficiem a população de Cabo Delgado, estimada em 2,74 milhões de pessoas, e, de forma mais abrangente, a região norte, com 11,6 milhões de residentes.

“A criação de infra-estruturas relevantes é fundamental para atrair Pequenas e Médias Empresas (PME), estimular o investimento privado e gerar oportunidades de emprego para jovens e mulheres”, afirmou o ministro do Planeamento e Desenvolvimento de Moçambique, Salim Cripton Valá, na cerimónia de lançamento.

“O projecto apoiará 108 parcerias do setor privado para criar oportunidades estruturadas de estágio para jovens e fornecer formação técnica e em competências sociais. Irá também desenvolver um agregado de PME climaticamente inteligente em Afungi e atrair até 100 micro, pequenas e médias empresas para instalações industriais e de serviços recentemente desenvolvidas”, lê-se no documento.

O RISE-PS dará prioridade às mulheres jovens em distritos afectados por conflitos através de formação profissional direccionada; subsídios para empresas lideradas por mulheres; apoio à participação das mulheres em cadeias de valor prioritárias; e promoção da liderança das mulheres na tomada de decisões comunitárias.

O representante residente do Banco Africano de Desenvolvimento em Moçambique, Rômulo Cunha Corrêa, afirmou o projecto RISE-PS é uma intervenção oportuna e transformadora, concebida para abordar os complexos factores de fragilidade no norte de Moçambique.

“Ao concentrarmo-nos na capacidade institucional, nas sociedades resilientes e no investimento privado, estamos a apoiar a recuperação económica e a dar a cerca de 24 mil jovens e mulheres uma razão para acreditarem no seu futuro”, disse.

O representante residente do PNUD, Edo Stork, referiu que a iniciativa marca uma mudança, passando da estabilização de emergência para o desenvolvimento sustentável.

“O PNUD orgulha-se de apoiar o RISE-PS como um programa que reforça a resiliência local, expande as oportunidades económicas e garante que a construção da paz sustenta o desenvolvimento”, sublinhou, destacando a parceria entre o PNUD, a ADIN, o Banco Africano de Desenvolvimento e as partes interessadas do sector privado.

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