Os preços ao consumidor em Cabo Verde registaram uma ligeira diminuição em fevereiro, com o Índice de Preços no Consumidor (IPC) a apresentar uma variação mensal de -0,2%. O resultado indica uma ligeira desaceleração na queda dos preços face ao mês anterior e aponta para um período de relativa estabilidade no custo de vida.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística, a taxa de inflação fixou-se em 2,1%, menos 0,2 pontos percentuais do que em janeiro. Apesar da ligeira descida, o indicador mantém-se moderado, refletindo um ritmo de aumento dos preços relativamente controlado.
Em termos homólogos os preços aumentaram 0,6%, o que representa uma redução de 0,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período observado em 2025. Já a variação acumulada desde o início do ano situou-se em -1,9%, ficando 2,6 pontos percentuais abaixo do registado no mesmo período de 2025.
O indicador de inflação subjacente, que exclui produtos energéticos e alimentos não transformados por serem mais sujeitos a oscilações, registou uma variação homóloga de 1,9%, também inferior ao valor observado em janeiro.
O Índice de Preços no Consumidor acompanha a evolução dos preços de um conjunto de bens e serviços representativos do consumo das famílias cabo-verdianas e é utilizado como uma das principais referências para avaliar o custo de vida no país.
Na prática, estes números sugerem que, apesar de oscilações mensais, a evolução recente dos preços tem sido relativamente moderada, um fator relevante para o poder de compra das famílias e para a estabilidade económica.
No entanto, esta aparente “estabilidade” poderá vir a ser comprometida pela crise energética resultante do conflito no Médio Oriente e que pode ditar um aumento excecional de preços ao consumidor, já a partir destes mês de março. Ainda assim, o Governo caboverdiano já anunciou medidas para mitigar eventuais subidas de preços e compensações para fazer face a uma subida a inflação.





