Governo angolano revela que prejuízos no sector energético ultrapassam os 50 milhões de dólares 2025

Governo angolano avança que, em 2025, os prejuízos no sector energético ultrapassaram os 50 milhões de dólares, com incidência nas províncias do Bengo, Benguela, Cabinda, Cuanza- Sul, Huambo, Bié e Zaire, onde se registaram os casos mais graves de vandalismo e sabotagem de infra-estruturas. O balanço foi apresentado pelo ministro de Estado e chefe da…
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Ministro de Estado e chefe da Casa Militar, Francisco Pereira Furtado, recorda que, em 2023, a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade registou prejuízos superiores a 400 mil milhões de kwanzas, com o furto de cerca de 60 mil metros de cabos eléctricos.
Economia

Governo angolano avança que, em 2025, os prejuízos no sector energético ultrapassaram os 50 milhões de dólares, com incidência nas províncias do Bengo, Benguela, Cabinda, Cuanza- Sul, Huambo, Bié e Zaire, onde se registaram os casos mais graves de vandalismo e sabotagem de infra-estruturas.

O balanço foi apresentado pelo ministro de Estado e chefe da Casa Militar, Francisco Pereira Furtado, na abertura do primeiro colóquio sobre medidas de prevenção e combate ao vandalismo de bens e serviços públicos, nesta Quarta-feira, na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas, em Luanda.

Francisco Pereira Furtado recordou que, só em 2023, a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade registou prejuízos superiores a 400 mil milhões de kwanzas, com o furto de cerca de 60 mil metros de cabos eléctricos, além da destruição de armários, cabines de distribuição, torres de alta tensão e postos de transformação.

As medidas de prevenção e combate ao vandalismo de bens e serviços públicos adoptadas pelo Executivo angolano, disse, produziram um decréscimo dos actos criminosos nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2026, comparativamente ao último trimestre de 2025.

Neste período, as autoridades procederam à detenção de 314 indivíduos, dos quais 248 são de nacionalidade angolana e 66 estrangeira, o que confirma a existência de redes organizadas com participação transnacional identificadas pelas autoridades como responsáveis pela destruição e furto de infra-estruturas críticas do Estado.

No Cuanza-Sul, em particular, foi registado um crime de sabotagem que destruiu cinco torres de transporte de energia eléctrica e causou a interrupção do fornecimento não apenas naquela província, mas também na vizinha Benguela, por um longo período.

Em Luanda, a vandalização do sistema de iluminação pública na via expressa provocou prejuízos na ordem dos 39 milhões de kwanzas, comprometendo a segurança rodoviária e a mobilidade urbana.

Para conter o fenómeno, o Executivo reactivou onze postos de controlo policial em zonas estratégicas de ligação interprovincial, criou equipas de intervenção imediata e aprovou legislação específica que interditou a actividade comercial de pesagem de metal ferroso e não ferroso.

Estas medidas resultaram no encerramento de 1.616 estabelecimentos de compra e venda de material ferroso e de 50 fábricas siderúrgicas em Luanda, por incumprimento das normas de segurança e salubridade.

O dirigente explicou que a declaração de inconstitucionalidade parcial da Lei de Combate ao Vandalismo, pelo Tribunal Constitucional em Dezembro de 2024, incentivou o incremento dos actos criminosos em finais de 2025, o que levou o Presidente da República a criar, em Janeiro de 2026, a Comissão Multissectorial para a Prevenção e Combate aos Actos de Vandalismo de Bens e Serviços Públicos.

Francisco Pereira Furtado afirmou que o vandalismo não é apenas um crime contra o Estado, mas contra todos os angolanos, e que a protecção do património público deve ser assumida como uma causa nacional que envolve as instituições e os cidadãos.

O encontro, promovido por iniciativa do Presidente da República, João Lourenço, e organizado pela Casa Civil da Presidência da República, teve dois painéis de abordagem, sendo o primeiro dedicado ao impacto económico e social do vandalismo, com intervenções de representantes dos ministérios do Interior, da Energia e Águas, dos Transportes e das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social.

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