Moçambique estima 1,6 mil milhões de dólares para reconstrução dos danos causados pelas inundações

O Governo moçambicano estimou em 1,6 mil milhões de dólares o valor necessário para concretizar o plano de recuperação e reconstrução dos danos causados pelas inundações que já mataram 298 pessoas. “Neste momento, temos a indicação de que em todo o país e de forma cumulativa desde o início da época chuvosa e ciclónica de…
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O executivo moçambicano adiantou que a elaboração do plano está na fase conclusiva, destacando que é um instrumento dividido em cinco domínios, nomeadamente o salvamento de vidas e assistência humanitária e reposição da transitabilidade.
Economia

O Governo moçambicano estimou em 1,6 mil milhões de dólares o valor necessário para concretizar o plano de recuperação e reconstrução dos danos causados pelas inundações que já mataram 298 pessoas.

“Neste momento, temos a indicação de que em todo o país e de forma cumulativa desde o início da época chuvosa e ciclónica de Outubro a esta parte temos pouco mais de um milhão de pessoas afetadas e as previsões e estimativas que temos atualmente é que o plano de recuperação e reconstrução (…) rondará, não é nada definitivo, em cerca de 1,6 mil milhões de dólares”, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Salim Valá, ao fim de uma sessão do órgão, em Maputo.

O executivo moçambicano adiantou que a elaboração do plano está na fase conclusiva, destacando que é um instrumento dividido em cinco domínios, nomeadamente o salvamento de vidas e assistência humanitária e reposição da transitabilidade.

Os outros domínios são a reposição das infra-estruturas, a recuperação económica e a criação de condições para garantir uma melhor capacidade de prevenção e mitigação dos desastres naturais no país, explicou o porta-voz do Governo.

Durante as inundações de Janeiro, o executivo tinha explicado que o plano de recuperação e reconstrução vai traduzir-se na decisão política de instituir uma nova orientação, em que a gestão do risco climático, a prevenção, a preparação e reconstrução resiliente das infra-estruturas são integradas de forma transversal no modelo de governação e desenvolvimento do país.

Com este plano, o Governo quer, concretamente, colocar a proteção da vida humana no centro da ação governamental, orientando a planificação, resposta e reconstrução para a salvaguarda das populações, promover um desenvolvimento territorial seguro assente numa planificação que integra mapas de risco e ordenamento territorial e adoptar a reconstrução resiliente, assegurando que infraestruturas e assentamentos humanos sejam concebidos para resistir a eventos climáticos extremos.

“Instituir a planificação preventiva e a preparação permanente como pilares da governação, reforçando os sistemas de alerta precoce, a gestão integrada de recursos hídricos, a cooperação regional e as capacidades institucionais do Estado”, acrescentou na altura o ministro Inocêncio Impissa, citado pela Lusa, adiantando que este plano vai orientar a acção do Governo ao longo do ciclo de risco de inundações na presente época chuvosa, que vai até Abril.

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