Angola regista cerca de 200 casos de tráfico de seres humanos em 2025

Angola registou quase 200 casos de tráfico de seres humanos, em 2025, incluindo cidadãos estrangeiros trazidos para exploração sexual e nacionais deslocados para grandes cidades para trabalho forçado, revelou o presidente do Observatório para a Democracia e Direitos Humanos. Segundo Yannick Bernardo, a nível interno, famílias têm reportado o desaparecimento de algumas pessoas, que supostamente são contratadas para…
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Angola registou quase 200 casos de tráfico de seres humanos, em 2025, incluindo cidadãos estrangeiros trazidos para exploração sexual e nacionais deslocados para grandes cidades para trabalho forçado.
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Angola registou quase 200 casos de tráfico de seres humanos, em 2025, incluindo cidadãos estrangeiros trazidos para exploração sexual e nacionais deslocados para grandes cidades para trabalho forçado, revelou o presidente do Observatório para a Democracia e Direitos Humanos.

Segundo Yannick Bernardo, a nível interno, famílias têm reportado o desaparecimento de algumas pessoas, que supostamente são contratadas para trabalhar ou saem para estudar no exterior do país.

O presidente do Observatório para a Democracia e Direitos Humanos (ODDH), que falava à margem de uma conferência académica subordinada ao tema “Tráfico de Seres Humanos em Angola: Desafios Normativos e Respostas Institucionais”, disse que, após partirem para o exterior, as famílias perderam o contacto com os seus familiares.

“Tivemos uma situação recente, de um jovem angolano que, num grupo de uma das redes sociais, inscreveu-se para uma proposta de trabalho no Laos, país no sudoeste asiático, próximo de Camboja, Vietname, e pura e simplesmente quando chegou lá lhe foi retirado o passaporte”, contou.

A fonte frisou que se tem verificado também a existência de redes de tráfico instaladas em Angola, que usam casas de massagens para a exploração sexual de cidadãs do sudoeste asiático e algumas da América Latina. “São recrutadas para essas casas de massagens, com a pretensa ideia de fazer simplesmente massagem, mas são vítimas de exploração sexual”, sublinhou.

Outra situação, relatou ainda, são cidadãos angolanos retirados das suas áreas de residência, no interior do país, “com a ideia de terem trabalho em fazendas e fábricas, nas grandes cidades, pertencentes a cidadãos asiáticos e do Corno de África, mas são desviados para exploração laboral em estaleiros de construção civil, por exemplo”.

Em declarações à imprensa, a secretária de Estado para os Direitos Humanos e Cidadania, Antónia Yaba, considerou pertinente o tema da conferência, realçando que a situação do tráfico de seres humanos em Angola não é alarmante.

A governante angolana salientou que, em 2025, o relatório sobre tráfico de seres humanos dos Estados Unidos da América atribuiu a Angola a pontuação de nível dois e meio, que significa que é um país que não representa perigosidade, mas deve reforçar as suas políticas e medidas para o combate a este fenómeno.

“Podemos dizer que, nesta matéria, temos a situação devidamente controlada e as políticas a serem implementadas. A situação em Angola não é tão alarmante como noutros países”, disse, citado pela Lusa.

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