Dinheiro em circulação em Moçambique cai pelo segundo mês consecutivo

O volume de dinheiro físico em circulação em Moçambique voltou a recuar em Fevereiro, fixando-se em 67.596 milhões de meticais (cerca de 902 milhões de euros), naquele que é o segundo mês consecutivo de contracção, segundo dados do Banco de Moçambique. A tendência surge após um pico registado em Dezembro, quando a massa monetária em…
ebenhack/AP
Após atingir máximos no final de 2024, a massa monetária moçambicana entra em trajectória descendente, alinhada com o controlo da inflação. A redução da liquidez indica uma resposta do banco central à necessidade de estabilizar os preços.
Economia

O volume de dinheiro físico em circulação em Moçambique voltou a recuar em Fevereiro, fixando-se em 67.596 milhões de meticais (cerca de 902 milhões de euros), naquele que é o segundo mês consecutivo de contracção, segundo dados do Banco de Moçambique.

A tendência surge após um pico registado em Dezembro, quando a massa monetária em circulação atingiu 74.937 milhões de meticais, culminando um ciclo de crescimento iniciado em Setembro. Desde então, o indicador tem vindo a desacelerar, com uma primeira queda em Janeiro, para 69.041 milhões de meticais, seguida de nova redução em Fevereiro.

Este movimento reflecte, em grande medida, uma orientação de política monetária mais restritiva por parte do banco central, com vista a controlar a liquidez na economia e mitigar pressões inflacionistas, uma estratégia recorrente em contextos de estabilização macroeconómica.

Apesar das recentes quebras mensais, a evolução em termos homólogos revela um crescimento moderado da massa monetária (M3), que aumentou cerca de 2% no último ano, já após a introdução de uma nova série do metical em Junho de 2024.

Do lado dos preços, os dados mais recentes apontam para uma inflação de 3,23% em 2025, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, confirmando uma trajectória de desaceleração face aos anos anteriores.

O país registou, aliás, vários períodos de deflação recente, oito meses de queda no índice de preços em cerca de um ano e meio, antes de retomar uma tendência de subida a partir de Agosto de 2024.

Em termos anuais, a inflação fixou-se em 4,15% em 2024, abaixo dos 5,3% de 2023 e significativamente distante do pico de quase 13% observado em meados de 2022, sinalizando um processo gradual de normalização dos preços.

Ainda assim, o Executivo mantém uma perspectiva mais cautelosa, apontando para uma inflação na ordem dos 7% em 2025 e 2026, o que sugere a continuidade de políticas monetárias prudentes num contexto de incerteza económica.

Ainda assim, o Executivo mantém uma perspectiva mais cautelosa, apontando para uma inflação na ordem dos 7% em 2025 e 2026, o que sugere a continuidade de políticas monetárias prudentes num contexto de incerteza económica.

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