Adão de Almeida defende mais união entre os parlamentos de Angola e Moçambique

O presidente da Assembleia Nacional de Angola, Adão de Almeida, destacou esta Segunda-feira, 27, em Maputo, a “relação espontânea” entre Angola e Moçambique, pedindo união entre os parlamentos para a defesa dos seus interesses no continente africano e na lusofonia. O responsável falava na Assembleia da República de Moçambique, durante a visita que efectua ao…
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Os dois parlamentos têm um protocolo de cooperação de há mais de duas décadas e assinaram agora uma adenda a este instrumento que vai reger a relação até 2028, prevendo-se um conjunto de acções entre ambos, incluindo a troca de experiências.
Líderes

O presidente da Assembleia Nacional de Angola, Adão de Almeida, destacou esta Segunda-feira, 27, em Maputo, a “relação espontânea” entre Angola e Moçambique, pedindo união entre os parlamentos para a defesa dos seus interesses no continente africano e na lusofonia.

O responsável falava na Assembleia da República de Moçambique, durante a visita que efectua ao país para estreitar a cooperação entre os dois parlamentos, onde afirmou que as relações com Moçambique são de “excelência”, referindo que a visita é sinal do desejo de continuar esta cooperação.

“Moçambique e Angola partilham uma história longa e comum. Partilharam e partilham desafios ao longo da história, desafios no presente. Soubemos sempre estar juntos nos mais diferentes momentos da nossa história e a relação que existe entre os nossos dois povos, relação espontânea, não nos deixa dúvidas sobre a relação que deve continuar também a existir entre as várias organizações e instituições do Estado”, disse Adão de Almeida.

Os parlamentos de Moçambique e Angola têm um protocolo de cooperação de há mais de duas décadas, tendo assinado uma adenda a estes instrumentos que vai reger a relação até 2028, prevendo-se um conjunto de acções entre parlamentares, incluindo a troca de experiências para resolver problemas das populações.

Adão de Almeida lembrou que os parlamentos dos dois países estão juntos em diferentes mecanismos internacionais de cooperação, incluindo na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), pedindo união das duas assembleias na defesa dos seus interesses.

“Esta é uma oportunidade para concertação de posições e de reafirmação de compromisso para o nosso posicionamento, quer ao nível das estruturas da SADC, quer ao nível da CPLP (…) para que, enquanto parlamentos nesses mecanismos, mas também nos mecanismos continentais ao nível do parlamento Pan-africano, possamos Moçambique e Angola estar juntos na defesa das nossas ideias, na defesa das nossas propostas e na defesa dos nossos interesses enquanto países e enquanto povos”, defendeu.

Segundo a Lusa, a presidente do parlamento moçambicano, Margarida Talapa, destacou a “história comum” entre Moçambique e Angola, referindo que existem laços de amizade construídos desde a luta contra o colonialismo português, e disse que a visita de Adão de Almeida vai ajudar a estreitar as relações de cooperação entre os dois povos.

“Queremos consolidar a nossa relação parlamentar, precisamos provavelmente de fazer mais esforço, nós os parlamentares, para irmos seguindo o nível cooperação bilateral existente entre os nossos Governos. Representamos o povo, por isso também devemos ouvir aquilo que as nossas populações precisam e levarmos para que os dois parlamentos possam comungar os mesmos ideais que comungam os nossos Estados ou os nossos governos”, disse Talapa.

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