O BCI e o Millennium BIM, participados por bancos portugueses, mantêm-se entre as três instituições domésticas de importância sistémica em Moçambique, juntamente com o Standard Bank, segundo listagem actualizada pelo banco central do país.
A tabela de classificação das instituições domésticas de acordo com a sua importância sistémica, que deve ser divulgada anualmente até 30 de Abril pelo Banco de Moçambique, voltou este ano a colocar os mesmos três bancos no escalão máximo.
O BCI permanece em primeiro lugar, com 230 pontos, seguido do Millennium BIM (184 pontos) e do Standard Bank Moçambique, do grupo sul-africano Standard Bank, (151 pontos).
Na listagem divulgada pelo regulador do mercado bancário em Moçambique há ainda duas instituições designadas como “quase sistémicas” (65 a 130 pontos) no país, casos do Absa (117 pontos) e do Moza Banco (71), neste caso desde 2023 na categoria.
Dadas as dimensões, estas instituições sistémicas ou quase sistémicas são obrigadas a reservas de fundos próprios específicos, conforme prevê a legislação em vigor.
O BCI tem um capital social de 10 mil milhões de meticais (138 milhões de euros), numa estrutura accionista liderada (51%) pela Caixa Participações, do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), contando com o banco português BPI (35,67%) e ainda directamente pela CGD (10,51%), entre outros, tendo fechado 2024 com 2.712 trabalhadores.
Os lucros do BCI recuaram 26,18% em 2024, segundo o relatório e contas noticiado anteriormente pela Lusa, passando do recorde de 8.181 milhões de meticais (110 milhões de euros) em 2023 para 6.039 milhões de meticais (81,2 milhões de euros) no ano passado, então influenciado “pelo aumento dos custos com imparidades e provisões em 127,1%”.
Já o Banco Internacional de Moçambique (BIM) iniciou actividade em Outubro de 1995, em resultado de uma parceria estratégica entre o Banco Comercial Português (Millennium BCP) e o Estado Moçambicano.
Em 31 de Dezembro de 2024, contava um capital social de 4.500 milhões de meticais (60,5 milhões de euros), a maioria detido pelo BCP África (grupo Millennium BCP), com uma participação de 66,69%, seguindo-se o Estado de Moçambique (17,12%), o Instituto Nacional de Segurança Social moçambicano (4,95%) e a Empresa Moçambicana de Seguros (4,15%), entre outros accionistas.
Os lucros do BIM Moçambique caíram para menos de metade em 2024, para 3.309 milhões de meticais (44,5 milhões de euros), segundo dados do relatório e contas noticiados pela Lusa.





