Aproximadamente 80% do potencial de mercado do Corredor é gerado pela região do Katanga, na república Democrática do Congo, de onde provêm exportações de cobalto, cobre, níquel e lítio com destino ao mercado internacional.
O Plano Director do Corredor do Lobito (PDCL) identificou já 22 oportunidades específicas na agricultura, silvicultura, pescas e agroindústria, sector com mais projectos identificados, incluindo polos de processamento de cereais, frutas e horticultura, clusters de café e mel, aquacultura e centros de cadeia de frio.
Na logística e transportes foram identificadas sete oportunidades, incluindo uma plataforma logística no Bié e um mercado transfronteiriço em Luau, no Moxico.
Entretanto, o Corredor do Lobito conta com cerca de 100 projectos identificados, sendo que 21 agrícolas já estão em curso, estimando-se que o investimento atinja os seis mil milhões de dólares, segundo estudos preliminares, segundo o director de Inovação e Planeamento Estratégico da Agência Reguladora de Certificação de Carga e Logística de Angola (ARCCLA).
O responsável falava no Fórum Empresarial Angola-União Europeia do Corredor do Lobito, o Plano Director do Corredor do Lobito (PDCL).
Avelino Chimbulo referiu que foram identificadas mais de cem oportunidades em setores críticos, com destaque para a agricultura e o agronegócio, as infra-estruturas de transportes e logística, descritas como catalisadoras do investimento agrícola, o turismo, a indústria e a manufactura.
Os investimentos foram estimados em cerca de seis mil milhões de dólares, num estudo preliminar do IFC (International Finance Corporation), que serviu de base ao trabalho de planeamento em curso.
O PDCL está a ser desenvolvido em três fases. As duas primeiras, preparação e recolha de dados, estão concluídas e a terceira fase, actualmente em curso, envolve estudos temáticos detalhados e culminará num plano de investimento com projectos estruturantes por província, com iniciativas de curto, médio e longo prazo.
“Isto vai-nos ajudar a definir as necessidades de investimento. Na terceira fase vamos ter um roteiro concreto, com iniciativas de curto, médio e longo prazo, níveis de investimento necessário e projectos estruturantes a nível das províncias que acompanham o Corredor”, disse Avelino Chimbulo.





