O Presidente angolano, João Lourenço, anunciou na última Quinta-feira, 07, que o país vai acolher.
O anúncio foi feito durante a visita de Estado do Presidente do Gabão, Brice Clotaire Oligui Nguema, sublinhando o papel de Angola na diplomacia multilateral e na facilitação de paz na região.
A iniciativa reafirma o compromisso de Angola com a estabilidade do continente, num momento em que se procura evitar uma cimeira meramente declarativa, focando em compromissos práticos.
João Lourenço avançou que o evento tem como objectivo principal analisar conflitos no continente e promover a paz como pilar do desenvolvimento económico.
Segundo o chefe de Estado angolano, o foco da cimeira irá centrar-se na questão da paz como um bem precioso e indeclinável para o bem-estar dos povos e o desenvolvimento económico de África.
Lourenço destacou ainda a necessidade de soluções africanas para focos de tensão como os do Mali, Sahel, Sudão e República Democrática do Congo . O encontro, acrescentou, abordará o recrudescimento da insegurança nessas quatro regiões africanas.
“África não é uma excepção em matéria de instabilidade e insegurança, se se olhar para o mundo de hoje que está cada vez mais perigoso, muito especialmente para o conflito que opõe a Rússia à Ucrânia, o do Médio Oriente, onde paira uma grande ameaça à paz e à segurança mundiais e à economia mundial, o que acarreta consigo uma grande imprevisibilidade quanto ao futuro imediato do nosso Planeta”, disse.
No entanto, salientou o Presidente João Lourenço, as consequências que dela derivam, atingem já todos os países do Planeta, em consequência da crise energética e da escassez de vários bens, que afectam a segurança alimentar e a economia mundial em geral.
Em presença deste quadro “assustador”, João Lourenço ressaltou que todos os esforços de mediação, na busca de soluções definitivas para o conflito no Golfo Pérsico e o desbloqueio incondicional do Estreito de Ormuz, para toda a navegação marítima internacional, devem ser “fortemente” encorajados.





