O Fundo Monetário Internacional (FMI) e as autoridades cabo-verdianas chegaram a acordo para novos desembolsos no âmbito dos programas de apoio ao arquipélago, anunciou a instituição.
A oitava avaliação da Linha de Crédito Alargado (ECF, sigla em inglês) permite transferir o equivalente a cerca de 2,76 milhões de euros e a quarta análise do Mecanismo de Resiliência e Sustentabilidade (RSF) vale 6,15 milhões de euros.
Depois da visita de uma missão a Cabo Verde, os desembolsos seguem para aprovação pela administração do fundo.
“O desempenho no âmbito do programa foi sólido, com todos os critérios quantitativos de desempenho de fim Dezembro de 2025 cumpridos e as reformas estruturais a avançarem”, informou a missão técnica, em comunicado.
O FMI nota que “a economia de Cabo Verde registou um forte crescimento em 2025, com níveis máximos de turismo, excedentes na balança corrente e no saldo orçamental primário, e reservas internacionais brutas a atingirem um máximo histórico”.
As perspectivas são “assombradas” pela guerra no Médio Oriente, mas “as almofadas orçamentais e de reservas acumuladas proporcionam uma proteção significativa no curto prazo”, acrescentou.
“Os preços dos combustíveis mais elevados e a entrada e expansão de companhias aéreas de baixo custo nas rotas externas implicam maiores perdas para a Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), pelo que o Governo deve reconsiderar a reafectação destes recursos para melhorar a conectividade interilhas”, alertou o fundo, citado pela Lusa.
Por outro lado, “reforçar as reformas para aumentar a resiliência climática, em particular nos sectores da eletricidade e da água, continua a ser uma prioridade”.





