Transporte aéreo movimenta cerca de 1,9 milhões de passageiros em 2025

O transporte aéreo movimentou quase 1,9 milhões de passageiros em 2025 em Moçambique, menos 9,3%, influenciado pela instabilidade social após as eleições gerais de 2024, segundo dados oficiais. De acordo com dados de um relatório da Autoridade de Aviação Civil de Moçambique (IACM), o transporte aéreo movimentou em 2025 um total de 1.863.772 passageiros, que…
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De acordo com dados de um relatório da Autoridade de Aviação Civil de Moçambique, o transporte aéreo movimentou em 2025 um total de 1.863.772 passageiros, que compara com o recorde de quase 2,05 milhões de passageiros em 2024.
Economia

O transporte aéreo movimentou quase 1,9 milhões de passageiros em 2025 em Moçambique, menos 9,3%, influenciado pela instabilidade social após as eleições gerais de 2024, segundo dados oficiais.

De acordo com dados de um relatório da Autoridade de Aviação Civil de Moçambique (IACM), o transporte aéreo movimentou em 2025 um total de 1.863.772 passageiros, que compara com o recorde de quase 2,05 milhões de passageiros em 2024.

A quebra, lê-se, foi “influenciado pela suspensão e cancelamento dos voos, e a sensibilidade do segmento a fatores externos e políticos”, aludindo aos protestos que se seguiram às eleições de Outubro de 2024, que provocaram nos meses seguintes mais de 400 mortos e a destruição e saque de empresas e instituições públicas.

O documento acrescenta que 2025 “caracterizou-se por um decréscimo de 6,9% em comparação com o igual período de 2024” em termos de actividade global no setor em Moçambique.

Este desempenho está “associado aos constrangimentos operacionais enfrentados pela companhia aérea Linhas Aéreas de Moçambique (LAM)”, incluindo as rotas Maputo–Lisboa, Maputo–Harare e Maputo–Lusaka, face à “indisponibilidade da sua frota de aeronaves, bem como ao contexto de instabilidade social resultante das manifestações pós-eleitorais, que se estenderam até Fevereiro de 2025”, bem como os ciclones que atingiram sobretudo o norte do país.

Refere também que o movimento de aeronaves no país caiu 10,9%, para 54.495, face aos 61.182 em 2024.

“O manuseamento de carga foi de 7.843,08 toneladas, decrescendo em 28,4% comparando com o ano de 2024, que registou 10.956,72 toneladas. Esse declínio está associado, em grande parte, à introdução da taxa de segurança, que tornou o manuseamento de carga mais oneroso, desencorajando as operações neste setor”, refere a IACM no documento, avançando que “medidas e esforços estão a ser implementados para mitigar esse impacto e reverter a tendência de retração”.

O plano anteriormente apresentado pela IACM para o sector, segundo a Lusa, estimava que o transporte aéreo deverá movimentar no país, em 2027, mais de 2,9 milhões de passageiros e no ano seguinte 3,1 milhões, crescimento que deverá acompanhar igualmente na carga movimentada, que deverá passar de 18.027 toneladas no ano passado para mais de 21.600 toneladas em 2027.

 

 

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