Cineastas angolanos anunciam participação no Festival de Cannes 2026

Cineastas angolanos anunciaram a participação no Festival de Cannes 2026, “com meios próprios”, em busca de oportunidades para colocar o cinema de Angola na rota das distribuidoras internacionais, lamentando, no entanto, a falta de apoio institucional. Os realizadores Mawete Paciência, Malef e Kayaya Júnior representam Angola neste festival que se inicia na Terça-feira, em França,…
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Os realizadores Mawete Paciência, Malef e Kayaya Júnior representam Angola neste festival que se inicia na Terça-feira, em França, disse Kayaya Júnior.
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Cineastas angolanos anunciaram a participação no Festival de Cannes 2026, “com meios próprios”, em busca de oportunidades para colocar o cinema de Angola na rota das distribuidoras internacionais, lamentando, no entanto, a falta de apoio institucional.

Os realizadores Mawete Paciência, Malef e Kayaya Júnior representam Angola neste festival que se inicia na Terça-feira, em França, disse Kayaya Júnior, dando conta que está desde Domingo no país europeu e manteve encontros com duas distribuidoras.

“E amanhã [Terça-feira] vamos continuar a nossa pesquisa, o nosso trabalho para ver também se conseguimos colocar o cinema angolano nas distribuidoras internacionais e é esse o nosso objectivo aqui neste festival”, afirmou o cineasta.

Em declarações à Lusa, o também actor e apresentador de televisão assinalou a “abertura e interesse” das distribuidoras em conhecer coisas novas, acreditando que Angola, nos próximos anos, poderá ter um espaço para exibir a sua produção cinematográfica.

“Há essa abertura, as pessoas estão muito simpáticas e abertas a conhecer coisas novas e o nosso objectivo é de facto esse, é abrir aqui um caminho para quem sabe, para o ano, [podermos estar] melhor representados com um ‘corner’ de exibição onde realmente possamos vender os nossos produtos cinematográficos, os nossos conteúdos de audiovisual, este é o objectivo da nossa visita”, insistiu.

Kayaya, que falava a partir de França, deu nota de que, nos últimos anos, Angola tem uma produção anual de quase seis filmes, o que já justifica uma presença em festivais internacionais, como o de Cannes.

Lamentou também a falta de suporte institucional que permita ao país africano lusófono estar nos mercados internacionais de cinema, sinalizando que a participação angolana em Cannes 2026 é por conta própria.

“Não temos, infelizmente, ainda o suporte institucional que nos permita estar nestes mercados, nós estamos aqui à nossa custa, com apoios privados, mas há necessidade, e penso que esta deve ser a vontade atual dos órgãos do nosso turismo, em investir, acreditarem e estarem aqui com uma presença mais significativa”, defendeu.

Enalteceu ainda a qualidade dos filmes produzidos em Angola: “Quer dizer que existe produção e não temos é a oportunidade de os poder mostrar e é isso que estamos aqui a fazer para abrir portas (…), para que Angola também tenha a sua bandeira exposta no Festival de Cannes para dar a conhecer aquilo que se está a fazer em termos de audiovisuais”, concluiu Kayaya Júnior.

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