Moçambicano Hamir da Silva vence concurso de fotografia em Macau

O moçambicano Hamir da Silva foi o galardão da sétima edição do concurso de fotografia “Somos – Imagens da Lusofonia 2025/26”, em Macau, anunciou esta Segunda-feira, 11, Associação de Comunicação em Língua Portuguesa. Esta edição teve como tema “O Hoje do Passado” e voltou a dar o primeiro prémio a Moçambique, nomeadamente ao fotógrafo Hamir…
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A fotografia de Hamir, intitulada “Resiliência da comunicação”, remete “para a intemporalidade de um rádio antigo e duas latas unidas por um fio improvisado, numa reinvenção da infância e da cultura de brincar que atravessa gerações”.
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O moçambicano Hamir da Silva foi o galardão da sétima edição do concurso de fotografia “Somos – Imagens da Lusofonia 2025/26”, em Macau, anunciou esta Segunda-feira, 11, Associação de Comunicação em Língua Portuguesa.

Esta edição teve como tema “O Hoje do Passado” e voltou a dar o primeiro prémio a Moçambique, nomeadamente ao fotógrafo Hamir da Silva. Dois portugueses nomeadamente, Adão Salgado e Carlos Júlio arrecadaram o segundo e terceiro prémio, respectivamente.

Segundo um comunicado da associação, este concorreu “com a imagem de um homem a sintonizar a frequência de um rádio antigo, resistente ao tempo, num mundo que corre atrás das novas tecnologias”.

A fotografia de Hamir, intitulada “Resiliência da comunicação”, remete “para a intemporalidade de um rádio antigo e duas latas unidas por um fio improvisado, numa reinvenção da infância e da cultura de brincar que atravessa gerações”.

“No centro da imagem, um homem sintoniza, pacientemente, a frequência do aparelho que resiste ao tempo”, explica a associação, sendo que “enquanto o mundo corre atrás de novas tecnologias, o senhor Gilbert relembra que o simples pode ser extraordinário e que a memória tem o poder de unir pessoas”.

Hamir da Silva recebe 1.055 euros de prémio, bem como uma viagem e estadia em Macau, para participar na cerimónia de inauguração da exposição e em workshops organizados localmente.

O segundo prémio foi atribuído a Adão Salgado, de Portugal, e Carlos Júlio Teixeira, também de Portugal, ganhou o terceiro lugar. Ambos apresentaram “fotografias de tradições que perduram até hoje, desde a pesca artesanal- Arte Xávega – ao coro de mulheres durante a festa a São Vicente”.

Adão Salgado, que ficou em segundo lugar, ganhando 730 euros de prémio, apresentou a concurso a fotografia “O mar como legado vivo”, representando “a técnica secular da pesca tradicional portuguesa – Arte Xávega – que continua a alimentar comunidades e a definir a alma do litoral português”.

Trata-se de “um ciclo produtivo pleno de função e propósito: a rede que sobe o areal traz consigo o sustento de agora e a herança de outrora; apoiado pelo esforço dos pescadores, assiste-se à vitalidade de um ofício que resiste à globalização”.

Já Carlos Júlio Teixeira recebeu o terceiro prémio, no valor de 525 euros, com a imagem “A fé cantada” tirada no interior de uma igreja, durante a festa devotada a São Vicente. Aqui, “vozes reúnem-se em coro num acto de fé pública, quase ancestral”, tratando-se de “mulheres que cantam, e é na sua voz que permanecem vivas as memórias de um povo que canta para não esquecer”.

A exposição de fotografia que resulta deste concurso será inaugurada a 29 de Maio, nas Casas Museu da Taipa.

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