Estudantes da Huíla apresentam bengala inteligente assistiva no ANGOTIC 2026

Os estudantes da província da Huíla desenvolveram uma bengala inteligente assistiva, denominada BIA, dispositivo de tecnologia assistiva equipado com Inteligência Artificial e sensores que auxilia pessoas cegas ou com baixa visão a se locomoverem de forma mais autónoma e segura, emitindo alertas sonoros ou vibratórios ao detectar obstáculos. Kelson Lopes, um dos criadores do acessório,…
ebenhack/AP
Kelson Lopes, um dos criadores da bengala inteligente assistiva (BIA), disse que o projecto é uma solução de Inteligência Artificial e é usada sem precisar de internet ou telefone.
Tecnologia

Os estudantes da província da Huíla desenvolveram uma bengala inteligente assistiva, denominada BIA, dispositivo de tecnologia assistiva equipado com Inteligência Artificial e sensores que auxilia pessoas cegas ou com baixa visão a se locomoverem de forma mais autónoma e segura, emitindo alertas sonoros ou vibratórios ao detectar obstáculos.

Kelson Lopes, um dos criadores do acessório, explicou à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA que a solução foi desenvolvida para aumentar a segurança, autonomia e inclusão das pessoas com deficiência visual, representando mais um exemplo da capacidade inovadora da juventude angolana.

O projecto criado pelos jovens Angelino Kapangue, António Chimuco, Kelson Lopes e Misael Lutembo, demonstra que os jovens angolanos continuam a desenvolver tecnologias capazes de responder a desafios reais da sociedade.

“A BIA transforma uma bengala tradicional num dispositivo inteligente, equipado com inteligência artificial, sensores de detecção de obstáculos, comunicação por voz em português e sistema de envio automático de SMS com localização GPS em situações de emergências”, realça.

Segundo Kelson Lopes, o projecto é uma solução de IA e é usada sem precisar de internet ou telefone.

“A BIA utiliza sensores ultrassónicos ou de radar milimétrico para identificar objectos, buracos ou obstáculos acima da linha da cintura e em ambientes internos, conta com GPS integrado e mapeamento de cidades para orientar o usuário e informar sobre pontos de interesse, como hospitais, semáforos e paradas de transporte e possui comunicação via rádio ou Wi-Fi”, disse Kelson.

Este projecto académico apresentado no ANGOTIC, ressaltou, transforma uma bengala comum em um sistema inteligente de navegação com IA, salientado que a mesma actua como uma extensão do corpo, promove orientação, mobilidade, segurança e autonomia para pessoas com deficiência visual ou dificuldades de locomoção.

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