PR angolano defende que integração regional deve ser encarada como uma necessidade económica

O Presidente angolano, João Lourenço, defendeu, esta Quinta-feira, em Luanda, que a integração regional deve ser encarada como uma necessidade económica, na medida em que nenhum país poderá explorar plenamente todo o seu potencial turístico, actuando de forma isolada. “É através da cooperação, da complementaridade e da construção de uma visão comum que conseguiremos alcançar…
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“É através da cooperação, da complementaridade e da construção de uma visão comum que conseguiremos alcançar resultados duradouros”, disse João Lourenço, na abertura do Angola Investiment Summit 2026.
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O Presidente angolano, João Lourenço, defendeu, esta Quinta-feira, em Luanda, que a integração regional deve ser encarada como uma necessidade económica, na medida em que nenhum país poderá explorar plenamente todo o seu potencial turístico, actuando de forma isolada.

“É através da cooperação, da complementaridade e da construção de uma visão comum que conseguiremos alcançar resultados duradouros”, disse João Lourenço, na abertura do Angola Investiment Summit 2026.

O chefe de Estado assegurou que Angola continuará a trabalhar activamente com os Estados-membros da região, com a União Africana e com os seus parceiros internacionais para promover uma agenda de mobilidade, de conectividade e de desenvolvimento turístico regional, sublinhando que o país está aberto ao investimento estrangeiro, à inovação, à transferência de conhecimento e às parcerias que gerem benefícios mútuos.

“As oportunidades são vastas e abrangem toda a cadeia de valor do turismo, desde a hotelaria aos resorts, ao ecoturismo, ao turismo de negócios, às infra-estruturas de lazer, à economia digital, aos serviços de transporte, à formação profissional, à gestão de destinos e às tecnologias aplicadas à indústria do turismo”, referiu.

João Lourenço convidou os investidores a investirem no país em projectos turísticos, na infra-estruturas, na hotelaria, nos transportes, na economia digital aplicada ao turismo e na formação profissional virada para o sector do turismo.

“Angola continuará a ser um parceiro comprometido e fiável para o investimento de longo prazo; aqui, encontram bom ambiente de negócios, segurança jurídica e parceiros comprometidos. Acreditamos firmemente que o investimento privado é um elemento essencial para acelerar a transformação económica e criar oportunidades para a nossa juventude”, apontou.

No seu entender, o turismo assume importância estratégica crescente no processo de integração regional e continental, sendo hoje um dos mais eficazes instrumentos de aproximação entre os povos, de promoção da paz, da concórdia universal e do desenvolvimento económico sustentável.

“Ele promove a circulação de pessoas, incentiva o comércio, estimula o negócio transfronteiriço e fortalece os laços históricos, culturais e económicos que unem os povos e as nações. O continente africano reúne condições únicas para se afirmar como uma das zonas turísticas mais competitivas e atractivas do mundo”, argumentou.

A diversidade dos seus ecossistemas, a riqueza do seu património cultural, a hospitalidade dos povos e o crescente dinamismo das suas economias, segundo o Presidente da República criam um conjunto de atractivos que nenhuma outra região do mundo pode replicar.

“É importante destacar que, em 2025, o continente africano teve um crescimento anual em número de visitantes, que supera as taxas registadas em outros continentes. No entanto, reconhecemos que temos ainda muito trabalho pela frente, para conseguirmos colocar todas essas grandes potencialidades ao serviço das pessoas e das nossas economias”, admitiu.

Durante a intervenção, João Lourenço defendeu sublinhou que é preciso agir de forma coordenada, ambiciosa e responsável, para construir uma visão integrada assente na cooperação e na complementaridade entre os países.

“África está empenhada e comprometida em resolver questões importantes como a conectividade aérea e a mobilidade regional, bem como harmonizar as políticas migratórias de modo a facilitarmos a circulação interna dos nossos cidadãos, bem como de quem pretenda visitar o nosso continente”, garantiu.

O Presidente angolano incentivou a forte aposta na formação de recursos humanos que, aliados à hospitalidade africana, podem tornar-se numa grande vantagem competitiva.

“Devemos igualmente investir na promoção dos nossos destinos, capaz de projectar a verdadeira imagem do nosso continente como um continente de oportunidades, de inovação, de imensos recursos naturais e de extraordinária diversidade cultural”, elencou.

Para Angola, segundo disse, o turismo é uma ambição consolidada ao longo de anos de reformas estruturais, de abertura ao investimento e de aposta consistente na diversificação da economia nacional.

“Decidimos de forma determinada reduzir a nossa dependência do sector petrolífero e construir uma economia assente em sectores com elevado efeito multiplicador, que criam empregos, riqueza, valor acrescentado, que valorizam as comunidades locais e que projectam Angola como destino de excelência no mundo”, informou.

O chefe de Estado garantiu que Angola apresenta-se hoje ao mundo como um país de estabilidade, de visão e de grandes oportunidades de investimento.

“Dispomos de uma costa atlântica de mais de 1.600 Km de extensão, de parques e reservas naturais de elevado valor ecológico, de rios, lagos e paisagens de extraordinária beleza, de uma biodiversidade singular e de um património histórico-cultural e de gastronomia, que reflectem a riqueza e a diversidade do povo angolano”, frisou.

Das majestosas Quedas de Kalandula, as Pedras Negras de Pungo Andongo, o Deserto do Namibe, a Fenda da Tundavala, os parques e reservas naturais do Iona, de Mavinga, do Luengue Luiana, do Okavango Zambeze, do Lumeje Cameia, o Kulumbimbi na antiga capital do Reino do Congo, às tradições culturais das nossas comunidades, prosseguiu João Lourenço, Angola reúne condições ímpares para se afirmar como um dos destinos turísticos mais promissores de África, por reunir, num mesmo espaço geográfico, uma combinação rica de turismo de Natureza, turismo cultural, turismo de aventura, turismo de praia e turismo de negócios, potencial que adquire significado com a sua transformação em oportunidades concretas de investimento e de desenvolvimento.

Por esta razão, justificou, a nação lusófona está a apostar fortemente em investir na criação das infra-estruturas necessárias para potenciar o crescimento do sector em importantes zonas do país.

Acrescentou que a entrada em funcionamento do novo Aeroporto Internacional António Agostinho Neto, o desenvolvimento do Corredor do Lobito, o futuro Palácio de Convenções de Luanda a ser inaugurado em breve e a expansão das nossas infra-estruturas energéticas, de telecomunicações, rodoviárias, aeroportuárias, ferroviárias, portuárias e hospitalares completam o quadro de um país que está a construir, de forma séria e responsável, as fundações do seu futuro económico.

“Paralelamente, estamos a implementar um amplo programa de reformas, destinado a simplificar procedimentos de ordem administrativa e burocrática, reforçar a segurança jurídica, aumentar a transparência e melhorar a competitividade da economia nacional, o que representa um passo decisivo para a criação de condições favoráveis à participação do sector privado e à valorização do enorme potencial turístico do nosso país”, rematou.

O Presidente lembrou que este compromisso foi reconhecido pela distinção de Angola como “Melhor Destino de Investimento Turístico” pelo Global Tourism Forum em 2025, facto que exige responsabilidades acrescidas neste âmbito.

“Queremos que o crescimento do turismo contribua para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, fortalecer as economias locais e promover um desenvolvimento equilibrado entre as diferentes regiões do país e, para isso, o Estado angolano continuará a empenhar-se para transformar esta ambição em realidade”, perspectivou.

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