África estabelece recorde histórico com nove selecções na fase a eliminar do Mundial 2026

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África alcançou um marco sem precedentes no Campeonato do Mundo de 2026 ao colocar nove das suas 10 selecções participantes na fase a eliminar da competição, reforçando o crescente protagonismo do futebol do continente na maior prova organizada pela FIFA. Disputado pela primeira vez em três países – Estados Unidos, Canadá e México – e…
ebenhack/AP
África do Sul, Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Egipto, Gana, Marrocos, RD do Congo e Senegal qualificaram-se para os 16 avos de final, deixando a Tunísia como a única representante do continente afastada da fase de "mata-mata".
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África alcançou um marco sem precedentes no Campeonato do Mundo de 2026 ao colocar nove das suas 10 selecções participantes na fase a eliminar da competição, reforçando o crescente protagonismo do futebol do continente na maior prova organizada pela FIFA.

Disputado pela primeira vez em três países – Estados Unidos, Canadá e México – e com um formato alargado para 48 selecções, o Mundial abriu mais espaço para a representação africana, mas foi dentro das quatro linhas que o continente confirmou a sua evolução competitiva.

Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Egipto, Gana, Marrocos, República Democrática do Congo, Senegal e África do Sul garantiram presença nos 16 avos-de-final. A Tunísia foi a única selecção africana a falhar o apuramento, depois de terminar a fase de grupos – esteve enquadrada no Grupo F, com as selecções dos Países Baixos, Japão e Suécia –  sem qualquer ponto conquistado.

No global, o desempenho representa um novo recorde para o futebol africano em Campeonatos do Mundo. Até à edição de 2022, apenas cinco selecções do continente tinham acesso à fase final da prova. Com o novo modelo competitivo, África passou a beneficiar de nove vagas directas e uma adicional através do “play-off” intercontinental, aumentando significativamente a sua representação na competição.

Contudo, o impacto desta prestação vai além da dimensão desportiva. A presença expressiva de selecções africanas na fase a eliminar reforça a visibilidade internacional do futebol do continente, valoriza as suas federações e os seus atletas e contribui para aumentar o interesse de patrocinadores, investidores e detentores de direitos televisivos.

Num sector cada vez mais orientado pela economia do desporto, o sucesso competitivo traduz-se também em maior capacidade para gerar receitas, atrair investimento e consolidar a posição de África na indústria global do futebol.

No anterior formato do Mundial, o melhor registo africano de apuramentos para a fase a eliminar havia sido alcançado em duas ocasiões: em 2014, com Argélia e Nigéria, e em 2022, quando Senegal e Marrocos atingiram os oitavos-de-final.

A trajectória ascendente do continente teve o seu momento mais emblemático precisamente na edição de 2022, disputada no Qatar, quando Marrocos se tornou a primeira selecção africana a alcançar as meias-finais de um Campeonato do Mundo, terminando a competição na quarta posição.

Quatro anos depois, o número recorde de equipas africanas ainda em prova sugere que esse feito poderá deixar de ser uma excepção para se tornar um novo nível de competitividade do futebol africano.

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