O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, iniciou este Domingo uma visita oficial à Gâmbia para participar no Caucus Africano 2026, encontro que reúne governadores africanos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM).
O fórum, que decorre entre 5 e 8 de Julho, centra-se na “transformação das economias africanas através do investimento, da inovação e da inclusão”.
A participação do chefe do governo guineense insere-se na estratégia de reforço da cooperação com as instituições financeiras internacionais e de promoção da Guiné-Bissau como destino de investimento, num momento em que os países africanos procuram acelerar reformas económicas e mobilizar novos recursos para financiar o desenvolvimento.
Durante os trabalhos, Ilídio Vieira Té participará em sessões dedicadas ao fortalecimento das receitas públicas, ao desenvolvimento dos mercados de capitais, à mobilização de investimento privado, à industrialização, à integração económica regional e ao financiamento de infra-estruturas estratégicas, temas considerados centrais para o crescimento económico do continente.
No segundo dia da conferência, o governante integra o painel de oradores convidados, ocasião em que apresentará a visão da Guiné-Bissau para o crescimento sustentável, a estabilidade macroeconómica e o desenvolvimento inclusivo em África.
Paralelamente à agenda do fórum, o primeiro-ministro deverá reunir-se com o presidente e director executivo da GACH Global, Abubakary Jawara, para analisar oportunidades de investimento e de cooperação económica entre as duas partes.
À chegada ao Aeroporto Internacional de Banjul-Yundum, Ilídio Vieira Té foi recebido pelo vice-presidente da Gâmbia, Mohammed B.S. Jallow, pelo Ministro das Finanças e Assuntos Económicos, Seedy Keita, e por representantes da missão diplomática guineense.
O programa da visita incluiu ainda um encontro com a comunidade guineense residente na Gâmbia, no qual o governante reiterou o compromisso do Executivo em reforçar a ligação à diáspora.
O Caucus Africano constitui um dos principais mecanismos de concertação entre os países africanos membros do FMI e do Banco Mundial, funcionando como uma plataforma para harmonizar posições sobre financiamento ao desenvolvimento, reformas económicas e prioridades estratégicas do continente.
A reunião antecede, habitualmente, os encontros anuais das duas instituições financeiras internacionais e contribui para consolidar uma agenda africana comum junto dos seus principais parceiros multilaterais.




