Angola conta com acordos de quatro países para evitar dupla tributação

Angola tem acordos com Portugal, Ruanda, Emirados Árabes Unidos e China, para evitar a dupla tributação e harmonização fiscal internacional, avançou esta Segunda-feira, 06, em Luanda, o PCA da Administração Geral Tributária. Falando na VI edição do evento “Conversas Economia 100 Makas”, José Leiria referiu que existem cerca de 20 processos em curso com o…
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Falando na VI edição do evento “Conversas Economia 100 Makas”, o PCA da Administração Geral Tributária, José Leiria, refere que existem cerca de 20 processos em curso com o mesmo ojectivo.
Economia

Angola tem acordos com Portugal, Ruanda, Emirados Árabes Unidos e China, para evitar a dupla tributação e harmonização fiscal internacional, avançou esta Segunda-feira, 06, em Luanda, o PCA da Administração Geral Tributária.

Falando na VI edição do evento “Conversas Economia 100 Makas”, José Leiria referiu que existem cerca de 20 processos em curso com o mesmo ojectivo.

“Alguns estão em fase de negociação, outros com as negociações praticamente fechadas, com os Estados a trabalharem internamente para que os seus órgãos competentes tornem esses acordos válidos nas respectivas jurisdições”, precisou.

De acordo José Leiria, que abordava modernização do sistema fiscal, a reforma levada a cabo não tem como finalidade aumentar a carga fiscal, mas aumentar a base de tributação, garantindo maior rigor no controlo da aplicação das medidas fiscais.

Por outro lado, o PCA informou que a Administração Geral Tributária está a arrecadar, em média, 1,6 mil milhões de kwanzas por mês através de contribuintes anteriormente inseridos na economia informal, no âmbito do Programa de Indução à Conformidade Tributária.

O responsável destacou que a iniciativa permitiu cadastrar 38 mil estabelecimentos em todo o país, abrangendo armazéns, lojas, salões de beleza, salões de festas e outras actividades económicas que não efectuavam qualquer pagamento de impostos

José Leiria sublinhou que as receitas geradas representam um reforço directo para o financiamento das despesas públicas.

O gestor reconheceu que o processo enfrentou desafios na fase inicial, mas considerou que a medida se revelou necessária para aumentar a base tributária e promover maior justiça fiscal, acrescentando que ainda existe um segmento significativo da economia informal com capacidade contributiva que permanece fora do sistema.

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