Hotel Victoria Garden sujeito a terceira inspecção para manter classificação de cinco estrelas

O Hotel Victoria Garden, em Luanda, será submetido a uma terceira inspecção no âmbito do Programa Reclassifica Turismo 2025–2027, depois de não ter cumprido mais de 50% das recomendações emitidas nas duas primeiras avaliações, anunciou esta Quinta-feira a directora nacional de Qualificação e Licenciamento Turístico, Zahira de Assunção. A nova visita será determinante para definir…
ebenhack/AP
A reclassificação dos hotéis de cinco estrelas em Angola entrou numa nova fase com o anúncio de uma terceira inspecção ao Hotel Victoria Garden, que não executou a maioria das recomendações deixadas pelo Ministério do Turismo, no âmbito de um programa que pretende elevar os padrões de qualidade do sector.
Life Negócios

O Hotel Victoria Garden, em Luanda, será submetido a uma terceira inspecção no âmbito do Programa Reclassifica Turismo 2025–2027, depois de não ter cumprido mais de 50% das recomendações emitidas nas duas primeiras avaliações, anunciou esta Quinta-feira a directora nacional de Qualificação e Licenciamento Turístico, Zahira de Assunção.

A nova visita será determinante para definir se a unidade reúne as condições para manter a classificação de cinco estrelas.

Ao apresentar os resultados da primeira fase do processo de reclassificação dos empreendimentos turísticos classificados na categoria máxima, a responsável explicou que o procedimento decorre em conformidade com a legislação em vigor, que concede um prazo de 180 dias para a implementação das recomendações formuladas durante as inspecções.

“É isto que o Ministério do Turismo está a fazer: cumprir rigorosamente aquilo que está estipulado pelos decretos presidenciais em vigor. Após a terceira visita vamos então definir qual é o resultado para esta unidade hoteleira”, afirmou.

Segundo Zahira de Assunção, o Ministério voltou a emitir recomendações e a acompanhar o processo, de forma a permitir que o hotel adeque as suas infra-estruturas, serviços e recursos humanos aos critérios exigidos para a categoria de cinco estrelas.

Entre as principais recomendações constam a melhoria das condições das infra-estruturas, da qualidade dos serviços, da qualificação dos recursos humanos e da experiência proporcionada aos hóspedes.

“Tudo isto são os requisitos que levam uma unidade a ser classificada, na sua plenitude, como um hotel de cinco estrelas”, sublinhou.

A responsável acrescentou que a implementação do Programa “Reclassifica Turismo” permitiu ao Ministério constatar que várias unidades hoteleiras já não apresentavam os padrões de qualidade correspondentes à classificação que lhes havia sido atribuída anteriormente, justificando a necessidade de uma revisão técnica do sector.

Nesta primeira fase, foram avaliados todos os hotéis classificados com cinco estrelas em Angola. O Hotel EPIC SANA manteve a classificação sem qualquer condicionamento, enquanto o InterContinental Luanda Miramar e o Hotel de Convenções de Talatona (HCTA) conservaram a categoria de cinco estrelas de forma condicionada, dispondo agora de um prazo para implementar as recomendações notificadas pelo Ministério do Turismo.

Segundo Zahira de Assunção, o processo de reclassificação pretende garantir que a classificação atribuída aos empreendimentos turísticos reflecte efectivamente a qualidade das infra-estruturas, dos serviços e dos recursos humanos, reforçando a competitividade da oferta turística angolana e alinhando-a com padrões internacionais.

A iniciativa do Ministério do Turismo representa uma mudança de paradigma na supervisão da hotelaria nacional, ao privilegiar uma avaliação baseada no desempenho efectivo das unidades e não apenas na classificação histórica.

A revisão das categorias procura reforçar a credibilidade do sector junto de turistas, operadores e investidores, num momento em que Angola pretende posicionar o turismo como um dos pilares da diversificação económica.

A exigência de padrões mais elevados de serviço e de infra-estruturas poderá aumentar a competitividade do destino, embora imponha também um esforço adicional de investimento e modernização por parte dos operadores hoteleiros.

 

Mais Artigos