A pressão sobre os produtos que Cabo Verde compra ao exterior diminuiu em Junho, mas continua a fazer-se sentir nas empresas e, potencialmente, no bolso dos consumidores. O Índice de Preços da Importação situou-se nos 147,2 pontos, traduzindo um aumento de 3,8% face a Maio, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Ou seja, os preços não baixaram em relação ao mês anterior, mas cresceram a um ritmo menor. Em Maio, a subida tinha sido de 7,1%, o que significa que a variação mensal abrandou 3,3 pontos percentuais.
Quando a comparação é feita com Junho do ano passado, o cenário é mais expressivo: os produtos importados estão 13,9% mais caros. Esta evolução é particularmente relevante num país fortemente dependente das importações para abastecer o mercado de alimentos, combustíveis, equipamentos e outros bens essenciais.
Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento mensal estão as peças para material de transporte, cujos preços subiram 19,1%, e os combustíveis, com um acréscimo de 8,3%.
Em sentido contrário, os bens de consumo ficaram 0,7% mais baratos face a maio, sobretudo devido à descida de 5,3% nos preços dos produtos alimentares primários. Os bens de capital também registaram uma redução de 2,6%, influenciada pela queda dos preços das máquinas.
Também os preços dos produtos exportados por Cabo Verde aumentaram em Junho. A subida foi de 2,5% face ao mês anterior, acima dos 0,7% registados em Maio. No entanto, em comparação com Junho de 2025, os preços das exportações diminuíram 0,4%.
A diferença entre a evolução dos preços das importações e das exportações voltou a pesar nos termos de troca do país. O respetivo índice caiu 1,3% em Junho face a Maio, embora tenha apresentado uma melhoria relativamente à queda de 6% registada no mês anterior.
Em termos homólogos, o Índice de Termos de Troca recuou 12,5%, mostrando que os preços dos bens comprados ao exterior têm aumentado muito mais rapidamente do que os preços dos produtos vendidos por Cabo Verde a outros mercados.





