O Estado angolano decidiu mudar o paradigma na governação do turismo, deixando de ser entendido apenas como um sector de promoção do destino para ser estruturado como uma indústria estratégica de investimento, criação de activos, valorização do património nacional e crescimento económico sustentável.
A decisão foi tomada pelo Conselho de Ministros que aprovou, nesta Quarta-feira, em Luanda, a alteração ao Estatuto Orgânico do Ministério do Turismo, durante a 6.ª Sessão Ordinária, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço.
Em comunicado, o Governo diz que se trata de uma reforma estratégica que reforça a capacidade institucional do sector e cria melhores condições para transformar o potencial turístico nacional em oportunidades concretas de investimento, geração de emprego e desenvolvimento económico sustentável.
A alteração aprovada, refere-se numa nota enviada à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, representa uma evolução do cenário actual, que passa de uma etapa inicial centrada na promoção externa do destino Angola, através da marca Visit Angola – The Rhythm of Life, para uma abordagem orientada para a captação de investimento, criação de activos turísticos, gestão de concessões e desenvolvimento de produtos turísticos competitivos.

Com a nova arquitectura institucional, o Ministério do Turismo sublinha que reforça a sua capacidade técnica e operacional para responder às novas exigências do sector, através da criação da Direcção Nacional da Economia das Concessões Turísticas (DNECT), uma unidade especializada dedicada à estruturação, acompanhamento e dinamização das oportunidades de investimento turístico.
Assim, o Ministério do Turismo refere que irá actuar de forma mais activa na gestão das concessões turísticas, reduzindo barreiras institucionais, acelerando a concretização de projectos estruturantes e assegurando que Angola desenvolva destinos turísticos integrados, competitivos e alinhados com os padrões internacionais.
A alteração do estatuto contempla igualmente a adequação da liderança política do Ministério do Turismo às novas responsabilidades estratégicas do sector, que passará a contar com mais um Secretário de Estado, que responderá pela componente de Gestão de Activos e Concessões Turísticas com vista a assegurar uma coordenação institucional reforçada na relação com investidores, concessionários e entidades públicas envolvidas no desenvolvimento turístico nacional.
Desta forma, inicia-se uma nova etapa da governação turística, orientada para a construção de uma economia competitiva, capaz de atrair investimento privado, integrar o país nas cadeias internacionais de valor do turismo e transformar o seu potencial num dos motores da diversificação económica nacional.





