O Millennium BIM Moçambique, liderado pelo português Millennium BCP, registou lucros de 14,1 milhões de euros, no primeiro semestre de 2026, menos 37,2% face ao mesmo período de 2025.
Nas demonstrações financeiras intercalares, o Banco Internacional de Moçambique (BIM), um dos dois bancos sistémicos do país, reporta um resultado líquido que compara com os 22,5 milhões de euros, nos primeiros seis meses do ano passado.
Apesar da redução dos lucros, o banco continuou a expandir a actividade, com o activo total a crescer 12,1%, de 2.708 milhões de euros no final de 2025 para 3.036 milhões de euros em Junho deste ano.
Os depósitos de clientes aumentaram 12,2% no semestre, de 2.169 milhões de euros para de 2.434 milhões de euros, enquanto o crédito a clientes cresceu 0,9%, de 664 milhões de euros para 670 milhões de euros.
Os capitais próprios subiram 1,5%, para 473 milhões de euros, enquanto o passivo total aumentou 14,3%, para 2.560 milhões de euros. Os lucros do Millennium BIM já tinham recuado fortemente em 2025, para 2,7 milhões de euros, impactados pela exposição à dívida pública, segundo o relatório e contas.
O Millennium BIM tinha apresentado lucros de 44,6 milhões de euros em 2024 e no documento, noticiado em Maio pela Lusa, a administração do banco, com quase 2,3 milhões de clientes, referia que teve de constituir 79,5 milhões de euros “em imparidades à divida pública” moçambicana.
Apontava, nomeadamente, os efeitos do corte do rating da dívida soberana de Moçambique, o que implicou “o reconhecimento de imparidades adicionais associadas à dívida pública, com impactos relevantes na evolução dos resultados” do banco.





