O Governo moçambicano disse nesta Terça-feira, 04, em Maputo, estar a analisar as causas da nova vaga de escassez de combustíveis em várias zonas do país, após semanas de relativa normalização do abastecimento que se seguiu à crise em Abril e Maio.
No final da reunião do executivo, o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa disse que “ainda se está a fazer uma análise para perceber o que é que está a passar efectivamente para que se esteja a vivenciar, aparentemente, ou esteja, pelo menos, a iniciar uma segunda vaga de escassez”.
Questionado pelos jornalistas, o porta-voz admitiu que o executivo tem conhecimento da situação, que voltou a ser registada desde o último fim de semana, com postos encerrados sem combustível e filas para o abastecimento nas que funcionam, assegurando que o Governo está a recolher informação para apurar as causas do problema.
O regresso de longas filas em alguns postos de abastecimento está a ser sentido há vários dias, nomeadamente na cidade da Matola, província de Maputo, depois de um período de acalmia na sequência da crise de combustíveis que afectou o país na sequência das dificuldades logísticas provocadas pelo conflito no Médio oriente.
Entre Abril e Maio, a escassez de gasolina e gasóleo provocou filas de dezenas de viaturas e levou ao reforço da presença da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) da polícia em postos de abastecimento que dispunham de combustível, para garantir a segurança e controlar a afluência de automobilistas, motociclistas e consumidores munidos de recipientes.
A falta de combustíveis, então com postos encerrados em todo o país, diz a Lusa, chegou mesmo a condicionar a actividade empresarial e os transportes.





