O presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, viveu, em Luanda, um encontro emocionante e memorável com a Comunidade Cabo‑verdiana em Angola. A sala, cheia de calor humano, reuniu compatriotas vindos de diferentes partes, de Benguela a Uige, Cuanza-Sul, Cabinda, ĺcolo e Bengo e outras partes deste país irmão para compartilhar o momento de proximidade com o Mais Alto Magistrado da Nação.
José Maria Neves manifestou satisfação pela oportunidade de estar com a comunidade e ressaltou a relevância da cooperação com Angola, o primeiro país a receber, na época em plena pandemia da Covid-19, sua visita oficial, sendo também o último, agora que caminha para o fim do mandato.
Orgulhoso de representar todos os cabo-verdianos, no país e na diáspora, destacou que a diáspora é quem projecta Cabo Verde em primeira linha.
Mais uma vez, chamou atenção para o que o país pode conseguir reunindo as capacidades nas ilhas e na diáspora, evocando os feitos dos Tubarões Azuis no Mundial de Futebol, cuja participação histórica redefiniu a Nação, colocando‑a entre os melhores do mundo, abrindo caminho para novas conquistas.

O Presidente da República apelou à comunidade para estar cada vez mais presente em Cabo Verde, apontando a retoma da ligação aérea Luanda/Dacar/Praia, prevista para este ano, como uma ponte de proximidade e oportunidades.
Reconheceu os desafios que persistem, mas valorizou a força, integração e resiliência da diáspora em Angola, prometendo muito trabalho para o reforço da cooperação bilateral.

O Chefe de Estado destacou o esforço para conceder bolsas de estudo aos estudantes da diáspora e incentivou a retomada da antiga proposta de criação de uma Casa de Cabo Verde em Angola e uma Casa de Angola em Cabo Verde, inventariada ainda como Primeiro-Ministro, junto com o então Presidente da República José Eduardo dos Santos.
Da plateia, ouviram‑se sugestões para maior valorização da cultura e da língua cabo‑verdiana em Angola, reconhecimentos das facilidades introduzidas na aquisição da nacionalidade, pedidos de melhor aproveitamento das capacidades no exterior e mecanismos de investimento nas ilhas.
A comunidade reafirmou‑se como resiliente e comprometida com o país de origem, com médicos, agricultores, empresários de diversos setores, entre outras classes profissionais presentes, a manifestarem a vontade de contribuir para o desenvolvimento das ilhas, incluindo a proposta de uma Câmara de Comércio Cabo Verde/Angola.
O encontro traduziu o afeto mútuo e a certeza de que a diáspora é parte essencial da construção de Cabo Verde, com José Maria Neves reconhecendo e aplaudindo a gesta heroica do cabo‑verdianos em Angola.





