BPI prepara adeus ao BFA, mas Angola ainda não deu luz verde

O Banco BPI chegou a acordo para vender a participação de 33,35% que detém no Banco de Fomento Angola (BFA) à Congolian Financial Services Angola (CFSA), numa operação que poderá atingir cerca de 432 milhões de euros. No entanto, a concretização do negócio permanece dependente da obtenção de aprovações regulatórias em Angola, com destaque para…
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O acordo está assinado, mas a palavra final pertence agora às autoridades angolanas, com o Banco Nacional de Angola a assumir um papel decisivo numa operação que pode reforçar a influência do Grupo Carrinho num dos maiores bancos do país.
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O Banco BPI chegou a acordo para vender a participação de 33,35% que detém no Banco de Fomento Angola (BFA) à Congolian Financial Services Angola (CFSA), numa operação que poderá atingir cerca de 432 milhões de euros. No entanto, a concretização do negócio permanece dependente da obtenção de aprovações regulatórias em Angola, com destaque para o parecer do Banco Nacional de Angola (BNA) e da Comissão de Mercado de Capitais (CMC).

O acordo representa um passo importante no processo de saída do BPI daquele que foi durante décadas um dos seus mais relevantes investimentos internacionais. Contudo, o fecho da operação ainda não está garantido.

Entre as condições suspensivas identificadas pelo banco português encontra-se a não oposição do BNA à transação. Além disso, a Comissão do Mercado de Capitais (CMC) deverá confirmar que a aquisição da participação pelo comprador não desencadeia uma oferta pública de aquisição obrigatória sobre o restante capital do BFA.

O preço acordado inclui uma tranche fixa de 345 milhões de euros, uma segunda tranche diferida de cerca de 43,5 milhões de euros e uma componente variável associada aos dividendos do BFA relativos a 2026. No total, o valor poderá ascender a aproximadamente a 432 milhões de euros.

Para o BPI, a operação assinala a última etapa de um percurso de redução da exposição ao mercado angolano. Para Angola, o negócio poderá representar mais um reforço do peso do capital nacional no controlo de instituições consideradas estratégicas para a economia do país.

Até que o Banco Nacional de Angola e a CMC emitam os respetivos pareceres, a transação continuará dependente da aprovação regulatória, permanecendo em aberto o calendário para a sua conclusão definitiva.

O acordo está assinado, mas a palavra final pertence agora às autoridades angolanas, com o Banco Nacional de Angola a assumir um papel decisivo numa operação que pode reforçar a influência do Grupo Carrinho num dos maiores bancos do país.

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