Três operadores disputam concessão do Terminal de Águas Profundas do Caio

Três propostas foram admitidas pelo Governo angolano no concurso internacional para a concessão do direito de exploração, gestão e manutenção do Terminal de Águas Profundas do Caio, em Cabinda, colocando na corrida a África Global Logistics (AGL), ligada ao Grupo MSC, a SOGESTER e o Consórcio MISG. A informação consta de um comunicado do Ministério…
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A África Global Logistics (AGL), ligada ao Grupo MSC, a SOGESTER e o Consórcio MISG estão na corrida para a concessão do direito de exploração, gestão e manutenção do Terminal de Águas Profundas em Cabinda.
Economia Negócios

Três propostas foram admitidas pelo Governo angolano no concurso internacional para a concessão do direito de exploração, gestão e manutenção do Terminal de Águas Profundas do Caio, em Cabinda, colocando na corrida a África Global Logistics (AGL), ligada ao Grupo MSC, a SOGESTER e o Consórcio MISG.

A informação consta de um comunicado do Ministério dos Transportes, segundo o qual as três concorrentes apresentaram propostas no âmbito do procedimento lançado para a concessão da infra-estrutura portuária.

A presença de operadores com experiência no sector portuário angolano torna a disputa particularmente relevante para o futuro da actividade logística em Cabinda, numa altura em que o Governo procura reforçar a capacidade e a eficiência das infra-estruturas portuárias do país.

Entre os concorrentes está a África Global Logistics (AGL), empresa integrada no Grupo MSC e especializada em transporte e logística, com operações em vários mercados africanos e actividade nas áreas de gestão portuária, transporte, infra-estruturas e cadeias de abastecimento.

Em Angola, a AGL está presente em diferentes plataformas logísticas e possui experiência directa na operação portuária nacional, incluindo a gestão do terminal multipropósito de contentores e carga geral do Porto do Lobito.

A SOGESTER, por sua vez, actua no sector portuário e logístico angolano desde 2007, prestando serviços de carga, descarga, movimentação e armazenagem de contentores, além de soluções logísticas para operadores económicos.

A empresa opera terminais portuários em Luanda e no Namibe e iniciou este ano a gestão dos terminais marítimos dos portos de Cabinda e do Soyo, no âmbito de uma concessão com duração de 20 anos.

A entrada da SOGESTER na corrida ao Terminal de Águas Profundas do Caio ganha relevância pelo facto de a empresa já assegurar a gestão de infra-estruturas portuárias em Cabinda, onde está localizada a futura concessão.

O terceiro concorrente é o Consórcio MISG, constituído pela Multiterminais, Lda., pelo Instituto de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (ISSFAA), pela SISTRANS e pelo Grupo Terra Sul, Lda.

A Multiterminais é uma empresa angolana especializada na exploração e gestão de terminais portuários e concessionária do Terminal de Carga Geral do Porto de Luanda.

O ISSFAA é uma pessoa colectiva de direito público, dotada de personalidade jurídica e autonomia administrativa, financeira, patrimonial e de gestão, responsável pela administração do Sistema de Protecção Social das Forças Armadas Angolanas.

A SISTRANS, terceira empresa do consórcio, actua a partir de Angola e possui presença em Moçambique, Namíbia, Portugal e Emirados Árabes Unidos. Segundo o Ministério dos Transportes, a empresa possui uma base técnica construída desde 2007.

O Grupo Terra Sul, por seu lado, é um grupo empresarial angolano com interesses nas áreas de logística, distribuição, comércio e investimentos, segundo informação citada pela Lusa.

A fase de admissão das propostas abre caminho para a avaliação das candidaturas e para a definição do operador que ficará responsável pela exploração, gestão e manutenção do Terminal de Águas Profundas do Caio.

A escolha do concessionário terá implicações não apenas para a gestão da infra-estrutura, mas também para a capacidade de Cabinda reforçar a sua posição nas cadeias logísticas e de transporte, dependendo do modelo de exploração e dos investimentos associados à operação do terminal.

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