A ÁUREA – Sociedade Distribuidora de Valores Mobiliários (SDVM) concentrou 755 reclamações em 2025, correspondentes a 97,5% do total de reclamações registadas no sector, segundo o Relatório de Gestão de Reclamações/Denúncias 2025 da Comissão do Mercado de Capitais de Angola (CMC), consultado pela FORBES ÁFRICA LUSÓFONA.
De acordo com o documento, a ÁUREA apresentou igualmente o rácio mais elevado de reclamações entre as sociedades distribuidoras de valores mobiliários, com uma taxa de 6,64% face a um universo de 11.370 investidores.
O volume de reclamações registado pela sociedade contrasta com os números apresentados pelas restantes entidades da mesma tipologia.
A Standard Invest registou duas reclamações, correspondentes a 0,22%, enquanto a Hemera Capital Partners Securities contabilizou uma reclamação, equivalente a 0,04%. As demais sociedades distribuidoras de valores mobiliários não reportaram ocorrências no período em análise.
Corretoras registam níveis inferiores
No segmento das Sociedades Corretoras de Valores Mobiliários (SCVM), a Lwei Mansamusa Brokers apresentou o maior número de reclamações, com oito casos registados, correspondentes a 0,28%.
A Madz Global contabilizou cinco reclamações, com um rácio de 1,34%, enquanto a Lucrum Trust registou três casos, equivalentes a 0,44%.
Apesar de ter apresentado um número inferior de ocorrências em termos absolutos, a Madz Global registou o rácio proporcional mais elevado entre as sociedades corretoras analisadas pela CMC.
SGOIC/SCR sem reclamações
O relatório indica ainda que as Sociedades Gestoras de Organismos de Investimento Colectivo e Sociedades de Capital de Risco (SGOIC/SCR) não registaram reclamações durante o período em análise.
Os dados apontam, assim, para uma incidência diferenciada de reclamações entre os vários segmentos supervisionados pela CMC, com uma concentração particularmente elevada no segmento das sociedades distribuidoras de valores mobiliários.
Maioria dos processos resolvida em até 10 dias
Quanto aos prazos de tratamento, a CMC considera que, de forma geral, os tempos de resolução das reclamações e denúncias apresentaram-se globalmente adequados, com predominância de processos encerrados num período entre um e dez dias úteis.
O relatório identifica, contudo, alguns processos com períodos de resolução mais prolongados, que chegaram a atingir 55 dias. Segundo o documento, estas situações poderão estar relacionadas com a complexidade dos processos ou com a necessidade de recolha de elementos adicionais para a sua análise.
Os dados integram a avaliação da gestão de reclamações e denúncias das entidades supervisionadas pela CMC durante o exercício de 2025, permitindo acompanhar a incidência das ocorrências e os respectivos prazos de tratamento no mercado de capitais angolano.





