Angonabeiro reforça apoio aos produtores de café com cerca de 1,5 milhões de dólares

A Angonabeiro adiantou cerca de 1,5 milhões de dólares aos produtores de café na última campanha, num apoio destinado à preparação das explorações para o ciclo seguinte e ao aumento da capacidade produtiva, informou, esta Terça-feira, 22, em Luanda, o director-geral da empresa, Rui Gonçalves. “Na última campanha, adiantámos aos produtores cerca de 1,5 milhões…
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A empresa, que mantém uma ligação à produção de café em Angola há 28 anos e trabalha actualmente com cerca de 30 mil produtores, assume um papel activo no financiamento da cadeia de valor, complementando os apoios financeiros com a disponibilização de alfaias agrícolas.
Economia

A Angonabeiro adiantou cerca de 1,5 milhões de dólares aos produtores de café na última campanha, num apoio destinado à preparação das explorações para o ciclo seguinte e ao aumento da capacidade produtiva, informou, esta Terça-feira, 22, em Luanda, o director-geral da empresa, Rui Gonçalves.

“Na última campanha, adiantámos aos produtores cerca de 1,5 milhões de dólares, porque sabemos que o crescimento da produção começa muito antes da colheita. Muitas vezes, o apoio não passa apenas pelo financiamento”, afirmou Rui Gonçalves, durante a Mesa Redonda do Café.

Segundo o responsável da Angonabeiro, disponibilizaram também alfaias agrícolas, tractores e outros equipamentos que ajudam os produtores a preparar as terras e a aumentar a sua capacidade produtiva.

“Não somos a banca, mas assumimos este compromisso porque sabemos que o crescimento da Angonabeiro está directamente ligado ao crescimento dos produtores e de toda a fileira do café em Angola”, sublinhou.

A empresa, que mantém uma ligação à produção de café em Angola há 28 anos e trabalha actualmente com cerca de 30 mil produtores, frisou Gonçalves, assume um papel activo no financiamento da cadeia de valor, complementando os apoios financeiros com a disponibilização de alfaias agrícolas, tractores e outros equipamentos.

Segundo dados partilhados durante o encontro, a marca tem registado um crescimento superior a 40% ao ano, reflectindo a crescente procura por café produzido localmente e contribuindo para a criação de valor na economia nacional.

A administradora executiva do Banco de Fomento de Angola (BFA), Elizabete Tristão disse que o acesso ao financiamento constitui uma condição fundamental para o desenvolvimento da fileira, nomeadamente para aumentar a produção, a produtividade e a competitividade do café angolano.

“Esta iniciativa reflecte a nossa convicção de que o acesso ao financiamento é um dos pilares fundamentais para o aumento da produção, da produtividade e da competitividade do café angolano nos mercados nacionais e internacionais”, salientou Elizabete.

Para a gestora, o BFA tem reforçado o apoio aos sectores produtivos nacionais, tendo celebrado, em 2024, um protocolo com o Instituto Nacional do Café (INCA), posteriormente complementado por um instrumento assinado pelo Ministério das Finanças destinado ao financiamento de projectos ligados ao sector do café.

No âmbito da Mesa Redonda, o banco reafirmou a disponibilidade para analisar e apoiar projectos concretos e sustentáveis de produtores, empresários e investidores. “Reunimos produtores, empresários, especialistas e instituições para discutir um propósito comum, como tornar o café angolano mais competitivo, mais sustentável e mais capaz de gerar valor para a economia e para as comunidades”, frisou.

Por sua vez, o ministro Conselheiro da Embaixada de Portugal em Angola, Pedro Severo de Almeida destacou a importância do desenvolvimento da fileira do café para a economia nacional, enquadrando o sector no processo de diversificação económica e industrial do país.

“O sector do agronegócio em geral e a fileira do café em particular são pilares centrais para reduzir a dependência do crude e para gerar receitas de exportação diversificadas, com impacto efectivo nas comunidades em que opera”, apontou o governante.

Realçando que é particularmente interessante testemunhar a forma como a Angonabeiro consegue, em simultâneo, transformar matéria-prima local com elevado valor acrescentado, reter a riqueza em Angola e contribuir para a formação de uma força de trabalho cada vez mais qualificada.

A Mesa Redonda do Café permitiu colocar em diálogo diferentes intervenientes da cadeia de valor, promovendo a partilha de experiências e perspectivas sobre os principais desafios e oportunidades do sector.

Ao longo do encontro, foram debatidos temas como o financiamento à produção, o aumento da produtividade e da oferta nacional, o reforço do consumo interno e o potencial de exportação do café angolano, contribuindo para aproximar produtores, empresas, instituições financeiras e entidades públicas e para identificar caminhos de cooperação que permitam acelerar o crescimento e a valorização da fileira do café em Angola.

o encontro reuniu representantes do sector empresarial, produtores, instituições financeiras, entidades públicas e outros parceiros da cadeia de valor do café, para debater o financiamento ao sector e do futuro do café em Angola, com particular enfoque no aumento da produção, no consumo interno e nas oportunidades de exportação.

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