Angola destaca progressos na estabilização macroeconómica e gestão da dívida pública

O secretário de Estado para as Finanças e Tesouro de Angola, Ottoniel dos Santos, destacou os progressos de Angola na estabilização macroeconómica, na gestão da dívida pública e na diversificação económica, durante um encontro com o director executivo cessante da constituência angolana no Fundo Monetário Internacional (FMI), Adriano Ubisse. A reunião decorreu à margem das…
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Secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, defendeu a aceleração da diversificação económica, o aumento das receitas não petrolíferas e o reforço da transparência orçamental, à margem das Reuniões Anuais do Banco Mundial e do FMI, na Tailândia.
Economia

O secretário de Estado para as Finanças e Tesouro de Angola, Ottoniel dos Santos, destacou os progressos de Angola na estabilização macroeconómica, na gestão da dívida pública e na diversificação económica, durante um encontro com o director executivo cessante da constituência angolana no Fundo Monetário Internacional (FMI), Adriano Ubisse.

A reunião decorreu à margem das Reuniões Anuais do Banco Mundial e do FMI, que se realizam na Tailândia até 18 de Outubro, constituindo uma oportunidade para abordar a evolução da economia angolana, os desafios da política fiscal e as perspectivas de reforço da cooperação com as instituições financeiras internacionais.

Na ocasião, Ottoniel dos Santos realçou o desempenho da economia angolana em 2026, com o Produto Interno Bruto (PIB) real a registar crescimento, impulsionado sobretudo pelo sector não petrolífero. Apesar dos sinais positivos, o governante sublinhou a necessidade de acelerar a diversificação da economia e ampliar as receitas não petrolíferas, de modo a reduzir a dependência do petróleo.

No domínio das finanças públicas, o responsável destacou a reforma dos subsídios aos combustíveis e a implementação de mecanismos de protecção social destinados a apoiar os grupos mais vulneráveis. Estas medidas enquadram-se nos esforços para melhorar a sustentabilidade das contas públicas, procurando conciliar a disciplina orçamental com a protecção das famílias mais expostas aos efeitos das reformas económicas.

O secretário de Estado salientou igualmente a importância de reforçar a transparência e a prestação de contas na gestão orçamental, consideradas fundamentais para melhorar a eficiência da despesa pública e fortalecer a confiança na condução da política económica.

Relativamente à dívida pública, Ottoniel dos Santos abordou o regresso de Angola aos mercados internacionais de capitais, num contexto em que o país procura diversificar as fontes de financiamento e reforçar a gestão das suas necessidades financeiras.

Transição na constituência angolana no FMI

O encontro serviu também para abordar a transição na Direcção Executiva da constituência angolana no FMI, com a saída de Adriano Ubisse e a indicação de Pedro Castro e Silva para assumir as funções a partir de 1 de Novembro de 2026.

A mudança enquadra-se na continuidade da representação angolana junto da instituição financeira internacional, num momento em que o país procura consolidar os avanços macroeconómicos e aprofundar o diálogo sobre os desafios do financiamento ao desenvolvimento.

Angola participa na Governação da Borrowers’ Platform

À margem das reuniões internacionais, Ottoniel dos Santos participou igualmente na primeira reunião do Conselho de Governação da Borrowers’ Platform, presidida pelo ministro das Finanças da República Árabe do Egipto, Ahmed Kouchouk.

O encontro teve como objectivo apresentar formalmente os membros fundadores da iniciativa, lançada em Abril de 2026, com o apoio das Nações Unidas, para reforçar a capacidade de representação colectiva dos países afectados pelo endividamento nas relações com os seus credores.

A plataforma pretende proporcionar aos países devedores um espaço de diálogo e coordenação, permitindo-lhes articular posições e defender interesses comuns nas discussões sobre financiamento, sustentabilidade da dívida e condições de acesso aos recursos internacionais.

A participação de Angola nesta iniciativa ocorre num contexto em que a gestão sustentável da dívida e a mobilização de financiamento para o desenvolvimento continuam entre os principais desafios das economias emergentes.

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