Angola debate investimento privado na formação de competências para a era da Inteligência Artificial

Angola participou no Human Capital Project – Ministerial Conclave 2026, em Banguecoque, na Tailândia, onde o investimento privado na formação profissional e o impacto da Inteligência Artificial (IA) nas competências exigidas pelo mercado de trabalho estiveram entre os principais temas em debate. O encontro, realizado a 16 de Outubro, à margem das Reuniões Anuais do…
ebenhack/AP
A preparação dos trabalhadores para as transformações tecnológicas e a mobilização de investimento privado para a formação profissional estiveram no centro da participação de Angola no Human Capital Project – Ministerial Conclave 2026, realizado na Tailândia à margem das Reuniões Anuais do Banco Mundial e do FMI.
Economia

Angola participou no Human Capital Project – Ministerial Conclave 2026, em Banguecoque, na Tailândia, onde o investimento privado na formação profissional e o impacto da Inteligência Artificial (IA) nas competências exigidas pelo mercado de trabalho estiveram entre os principais temas em debate.

O encontro, realizado a 16 de Outubro, à margem das Reuniões Anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), reuniu responsáveis para discutir políticas públicas e mecanismos de financiamento capazes de ampliar o acesso à qualificação profissional.

A delegação angolana foi liderada pelo secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, num encontro centrado na mobilização de recursos e na adaptação dos sistemas de formação às transformações tecnológicas e económicas.

Um dos principais eixos de discussão foi o papel do capital privado no financiamento da educação e da formação profissional, numa altura em que a rápida evolução tecnológica aumenta a pressão sobre os governos e as empresas para prepararem os trabalhadores para novas funções.

A mobilização de investimento empresarial foi abordada como forma de complementar os recursos públicos, desde que acompanhada de políticas que garantam a qualidade da formação e protejam os beneficiários.

Os participantes analisaram igualmente os desafios da qualificação da mão-de-obra, com particular atenção à melhoria das competências básicas e à necessidade de adequar os sistemas de ensino e formação às exigências de um mercado de trabalho em transformação.

A Inteligência Artificial esteve no centro das discussões pelo seu potencial para acelerar a aprendizagem, alargar as oportunidades de formação e apoiar o desenvolvimento de competências em maior escala.

Para economias como a angolana, a discussão tem implicações que vão além da adopção de novas tecnologias. A capacidade de transformar o investimento em educação e formação em competências efectivamente procuradas pelas empresas será determinante para melhorar a empregabilidade, elevar a produtividade e apoiar a diversificação económica. A articulação entre políticas públicas, instituições de ensino e sector privado assume, neste contexto, particular importância.

A iniciativa enquadra-se nos esforços do Grupo Banco Mundial para promover o desenvolvimento do capital humano, com destaque para o Plano de Implementação SkillUp 2030, orientado para a expansão das oportunidades de aprendizagem e o reforço das competências até ao final da década.

O Conclave Ministerial integra as actividades da Rede do Projecto de Capital Humano, que reúne países empenhados em valorizar o investimento nas pessoas e desenvolver soluções sustentáveis nos domínios da educação, da saúde e da qualificação profissional.

A participação angolana insere-se no quadro da cooperação com parceiros internacionais para identificar soluções que contribuam para o reforço das qualificações e a preparação dos cidadãos para as mudanças tecnológicas e económicas. O desafio passa por converter estas prioridades em políticas e investimentos com resultados concretos na formação dos trabalhadores e na capacidade competitiva da economia.

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