Fundo de Cooperação Económica da CPLP mobiliza 300 milhões de euros para financiar projectos empresariais

O Fundo de Cooperação Económica da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) já tem 300 milhões de euros em compromissos de financiamento e pretende elevar este montante para 500 milhões de euros até ao final de 2026, anunciou, nesta Segunda-feira, na Ilha do Sal, Cabo Verde, a presidente da Confederação Empresarial da CPLP, Nelma…
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Presidente da Confederação Empresarial da CPLP, Nelma Fernandes, assegueou, na ilha do Sal, Cabo Verde, que a organização pretende elevar este montante para 500 milhões de euros até ao final de 2026.
Economia Negócios

O Fundo de Cooperação Económica da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) já tem 300 milhões de euros em compromissos de financiamento e pretende elevar este montante para 500 milhões de euros até ao final de 2026, anunciou, nesta Segunda-feira, na Ilha do Sal, Cabo Verde, a presidente da Confederação Empresarial da CPLP, Nelma Fernandes.

Ao discursar no Fórum de Investimento da África Lusófona, a responsável destacou que o principal obstáculo ao desenvolvimento empresarial não reside necessariamente na falta de capital, mas na insuficiente articulação entre governos, instituições financeiras e empresas, bem como na dificuldade de transformar ideias em projectos devidamente estruturados e preparados para obter financiamento.

Segundo Nelma Fernandes, o fundo foi lançado a 29 de Julho, inicialmente com dois milhões de euros em compromissos, tendo alcançado posteriormente os actuais 300 milhões de euros. A iniciativa pretende financiar entre 50 e 65 projectos de média dimensão ao longo de dez anos, com investimentos individuais estimados entre cinco e dez milhões de euros.

As áreas prioritárias incluem infra-estruturas, água, indústria, energia, economia azul, turismo, transformação industrial, tecnologia digital e saúde.

Articulação para reduzir riscos de financiamento

A presidente da Confederação Empresarial da CPLP sublinhou que o instrumento financeiro não pretende concorrer com o Banco Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento ou a banca privada, mas trabalhar em complementaridade com estas instituições.

O fundo deverá assumir, em determinados projectos, o risco inicial, apoiar a estruturação das iniciativas e criar condições para que estas se tornem financiáveis por outras instituições. O objectivo é mobilizar capital adicional e facilitar o acesso das empresas ao crédito, num contexto em que os elevados juros e a percepção de risco continuam a dificultar o financiamento do sector privado.

“O nosso problema não é falta de recursos, é falta de articulação”, afirmou Nelma Fernandes, ao defender uma maior coordenação entre os diferentes intervenientes do processo de investimento.

Nelma Fernandes apontou ainda a existência de projectos que não avançam por falta de preparação técnica, de mecanismos adequados de partilha de risco ou de comunicação entre as entidades responsáveis pelo planeamento, financiamento e execução.

 

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