GMA distinguida com Prémio Produção Nacional 2026 pelo contributo na substituição de importações

A Grandes Moagens de Angola (GMA), empresa pertencente ao Grupo Webcor, foi distinguida com o Prémio Produção Nacional 2026, na categoria de Substituição de Importações, pelo contributo para o desenvolvimento da produção nacional de farinha de trigo. A distinção foi entregue durante o FIN Summit, numa iniciativa que contou com o apoio institucional do Ministério…
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Moageira do Grupo Webcor tem capacidade para processar 1.200 toneladas de trigo por dia e reforça a aposta na produção local, no abastecimento do mercado nacional e no desenvolvimento da cadeia agro-industrial angolana.
Economia Life

A Grandes Moagens de Angola (GMA), empresa pertencente ao Grupo Webcor, foi distinguida com o Prémio Produção Nacional 2026, na categoria de Substituição de Importações, pelo contributo para o desenvolvimento da produção nacional de farinha de trigo.

A distinção foi entregue durante o FIN Summit, numa iniciativa que contou com o apoio institucional do Ministério da Indústria e Comércio. Na cerimónia, o prémio foi recebido por Fátima Vunge, em representação da Direcção Financeira da empresa.

Em actividade desde 2017, a GMA constitui um dos primeiros grandes investimentos industriais do Grupo Webcor em Angola, tendo como principal objectivo reforçar a capacidade produtiva nacional, reduzir a dependência de produtos importados e responder às necessidades do mercado interno.

Instalada na unidade industrial do Porto de Luanda, a empresa possui capacidade para processar 1.200 toneladas de trigo por dia, produzindo farinha destinada aos sectores da panificação, pastelaria e indústria alimentar.

A transformação local permite substituir a importação de produtos acabados, ao mesmo tempo que desenvolve competências técnicas e industriais no país.

Segundo César Rasgado, director-geral da GMA, o reconhecimento representa a valorização de uma aposta de longo prazo no potencial industrial de Angola.

«Este prémio reconhece uma escolha de longo prazo: investir em Angola e na sua capacidade de produzir. Agradecemos às instituições que valorizam esse caminho e a todos os nossos colegas que o tornam possível», afirmou.

O responsável acrescentou que a qualidade da produção resulta do trabalho das equipas da empresa, reafirmando o compromisso de continuar a posicionar a GMA como uma referência na indústria moageira nacional.

Além da produção industrial, a estratégia da GMA passa pelo reforço das ligações entre a agricultura nacional e a indústria transformadora. Neste sentido, a empresa estabeleceu acordos com produtores locais para a aquisição de matéria-prima, criando oportunidades de escoamento da produção agrícola e incentivando a participação dos agricultores angolanos na cadeia de valor industrial.

A componente logística também integra esta estratégia. No Lobito, os silos e as infra-estruturas de recepção, armazenagem e movimentação de cereais complementam a capacidade industrial da empresa, beneficiando das ligações rodoviárias e ferroviárias e das oportunidades proporcionadas pelo Corredor do Lobito.

Estas infra-estruturas poderão contribuir para melhorar o abastecimento interno e, progressivamente, facilitar a ligação aos mercados regionais, embora a prioridade da empresa continue centrada nas necessidades do mercado angolano.

No domínio da qualificação de recursos humanos, a GMA está a desenvolver, em parceria com a Soufflet Négoce by InVivo e o Grupo Webcor, um projecto de escola profissional de panificação, destinado à formação de profissionais e à melhoria da qualidade do pão disponibilizado aos consumidores.

A iniciativa enquadra-se na estratégia de valorização da produção nacional, através da articulação entre a produção agrícola, a transformação industrial, a formação profissional e o acesso aos mercados.

César Rasgado considera que Angola reúne condições para aumentar progressivamente a sua capacidade de produção e abastecer outros mercados africanos.

“Acreditamos numa Angola que produz cada vez mais do que consome e que tem capacidade para abastecer outros mercados africanos. O nosso papel é continuar a construir as condições para isso: qualidade, competências, infra-estruturas e ligações mais fortes aos produtores nacionais”, sublinhou.

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